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MPF cobra plano imediato da União contra garimpo ilegal em MT

MPF cobra plano imediato da União contra garimpo ilegal em MTGarimpo na Terra Indígena Sararé traz criminalidade e danos ambientais. Foto: Ibama

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O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) atuam de forma conjunta para assegurar o cumprimento de uma decisão de 2022 que determina a adoção de medidas efetivas para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada no município de Conquista D’Oeste (MT).

Passados mais de três anos da decisão, as instituições alertam que a União e os órgãos federais ainda não cumpriram integralmente as determinações. De acordo com o MPF e a DPU,  a situação contribui para a permanência e o agravamento do garimpo ilegal na região, com impactos ambientais severos, fortalecimento da criminalidade organizada e riscos crescentes à segurança pública.

A Terra Indígena Sararé, tradicionalmente ocupada pelo povo Katitãurlu, da etnia Nambikwara, atualmente lidera os alertas de garimpo ilegal no País. A área apresenta elevado grau de degradação ambiental, com impactos diretos sobre a saúde, a segurança e o modo de vida da população indígena.

Além disso, a atividade ilegal tem provocado contaminação ambiental, inclusive por mercúrio, aumento da violência e a presença de associações criminosas organizadas na região.

O que exige a decisão

A decisão judicial ignorada determinava que a União, em conjunto com ANM, Ibama, Funai e Incra, criasse um plano de ação integrado para expulsar os invasores e fiscalizar o entorno das áreas de reforma agrária.

O grupo de trabalho deveria apresentar relatórios periódicos e medidas de segurança pública, mas, na prática, nenhum plano detalhado saiu do papel.

A DPU, que ingressou no processo em junho de 2025 para representar a Associação Indígena Sararé – Katitãurlu, reforça agora o coro do MPF por uma intervenção efetiva antes que a violência escale para uma tragédia humanitária.

Para as instituições, o descumprimento das ordens judiciais perpetua um ciclo de impunidade que fere a integridade social e cultural dos povos tradicionais.