HomeEcologia

Desmatamento recua 17% na Amazônia no 1º trimestre

Desmatamento recua 17% na Amazônia no 1º trimestreÁrea derrubada saltou para 348 km² neste ano. Foto:Polícia Federal

Desmate químico explode e cresce 800% em MT
Mato Grosso foi o segundo maior destruidor da Amazônia Legal em setembro
Mudança climática elevou chance de seca em 30 vezes na Amazônia

O monitoramento do Instituto Imazon revelou que a Amazônia encerrou os primeiros três meses de 2026 com uma redução de 17% no desmatamento. A área derrubada passou de 419 km² no ano passado para 348 km² neste ano — uma diferença de aproximadamente 7 mil campos de futebol.

No acumulado do “calendário do desmatamento” (agosto de 2025 a março de 2026), o recuo é ainda mais acentuado: 36%. A área destruída de 1.460 km² é a menor para o período desde 2017. Entretanto, o mês de março acendeu um sinal de alerta ao registrar uma alta de 17% (196 km²). A pesquisadora Larissa Amorim destaca:

“Esse aumento pontual serve de alerta para que governos intensifiquem ainda mais suas ações de combate à derrubada ilegal, com fiscalização e punição aos responsáveis. Além disso, é importante fortalecer iniciativas de bioeconomia e de geração de renda com a floresta em pé, além de destinar áreas ainda sem uso definido para a conservação.”

O pesquisador Carlos Souza Jr. reforça que conter a destruição é vital para o equilíbrio ambiental.

“Além disso, o desmatamento contribui para o agravamento das mudanças climáticas. Conter a derrubada da Amazônia é uma forma direta de reduzir esses impactos”.

Queda em MT e alerta em Roraima

No balanço do calendário atual, Mato Grosso, Roraima e Pará lideram o ranking de devastação. Mato Grosso, apesar de estar no topo, registrou uma queda significativa de 38% no desmatamento em comparação ao ciclo anterior. No estado, os municípios de Colniza e Nova Ubiratã figuram entre os dez mais afetados da Amazônia.

Roraima, por outro lado, destaca-se negativamente como o único estado com aumento nos índices, saltando de 184 km² para 222 km² (alta de 21%). Segundo a pesquisadora Manoela Athaide:

“A dinâmica observada indica que é fundamental priorizar esforços nessas localidades mais pressionadas, com estratégias contínuas de fiscalização para conter o avanço da derrubada”.