O agronegócio brasileiro consolidou sua força em 2025, expandindo sua presença na economia nacional. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Produto Interno Bruto (PIB) do setor saltou para R$ 3,20 trilhões, um crescimento expressivo de 12,2% na comparação com 2024.
Com esse desempenho, o agro passou a responder por 25,13% de toda a riqueza produzida no País, superando a marca de 22,9% do ano anterior. O grande motor dessa expansão foi a atividade “dentro da porteira”: a produção primária nas propriedades rurais disparou 17,06%, impulsionada por safras robustas de soja, milho, café e laranja, além de um ano forte para a pecuária.
A pecuária foi o grande destaque do ano, com um crescimento impressionante de 32,55%. O resultado foi alavancado pela valorização dos preços e pelo aumento no volume de carnes, leite e ovos. Esse fôlego também puxou os agrosserviços, que avançaram 13,76% para dar suporte à logística e comercialização da produção.
Já outros elos da cadeia tiveram altas mais discretas, como a agroindústria, com 5,60% e insumos, com 5,37%
Desafios na agricultura
Enquanto a pecuária voou baixo, a agricultura teve um ritmo mais calmo, crescendo 3,40%. Apesar da alta produtividade no campo, o bolso do produtor sentiu a queda nos preços de commodities importantes, como soja, arroz, cana-de-açúcar e algodão, o que limitou um avanço maior do segmento e impactou parte da agroindústria.
Embora 2025 tenha sido um ano de recuperação e consolidação, os meses finais acenderam um sinal amarelo. No último trimestre, o PIB do agronegócio recuou 1,11% em relação ao trimestre anterior. Segundo os analistas, esse movimento indica uma desaceleração na reta final do ano, após o forte ritmo mantido desde o segundo semestre de 2024.

