Resumo
- Brasil e o Haiti, que se enfrentam logo mais na Copa do Mundo de Futebol, mantêm uma sólida relação comercial que funciona como um pilar de segurança alimentar para a nação caribenha desde o apoio humanitário pós-terremoto em 2010.
- O frango é a principal proteína exportada para o Haiti, respondendo por 27,3% de todas as vendas do Brasil para o país (o equivalente a US$ 19,3 milhões).
- Mesmo com o comércio geral entre as duas nações recuando 11,1% em 2025 (somando US$ 72,1 milhões), as exportações de frango driblaram a queda e saltaram de 14,7 mil toneladas em 2024 para 21,2 mil toneladas em 2025.
A parceria entre Haiti e Brasil, que se enfrentam nesta sexta-feira, 19, na Copa do Mundo de Futebol, vai além da questão comercial. Desde o apoio brasileiro após o terremoto de 2010, os laços entre os dois países só cresceram, e o grande craque dessa relação atende por um nome bem conhecido: a carne de frango brasileira.
Como uma das principais fontes de proteína para a população haitiana, o frango do Brasil cumpre um papel fundamental na segurança alimentar da nação caribenha, segundo Emmanuel Petit, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Haiti (CCBH), disse ao Globo Rural.
Segundo dados do Comex Stat, em 2025, a corrente de comércio entre os dois países movimentou US$ 72,1 milhões. E adivinha quem correu mais pelo meio de campo? As aves e miudezas congeladas lideraram os embarques, representando 27,3% do total exportado (cerca de US$ 19,3 milhões).
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destaca que, enquanto o comércio geral teve uma leve retração, o frango driblou a crise e marcou um golaço: os embarques subiram de 14,7 mil toneladas em 2024 para 21,2 mil toneladas em 2025.
E o ritmo em 2026 está ainda mais acelerado! Nos primeiros cinco meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram um crescimento impressionante, impulsionadas pelo agronegócio e pela indústria de alimentos.
Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Brasil exportou US$ 29,3 milhões para o país caribenho entre janeiro e maio de 2026 — um salto de 53,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, garantindo um superávit comercial de US$ 28,9 milhões para os brasileiros.
Para Santin, graças à competitividade, regularidade e alta confiança sanitária do produto nacional, o Brasil se consolida como um parceiro de peso, garantindo comida de qualidade no prato dos haitianos mesmo nos momentos mais desafiadores.
Fonte: Globo Rural e CNN

