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Veja os municípios-alvo da nova operação de Garantia da Lei e da Ordem no MT

Veja os municípios-alvo da nova operação de Garantia da Lei e da Ordem no MT

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O emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) nas terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental, em áreas federais em geral e, mediante requerimento do respectivo governador, em outras áreas dos Estados abrangidos foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro. A nova operação de GLO terá como objetivo coibir os delitos ambientais, com ênfase no desmatamento ilegal.

O diferencial da nova GLO é a forma de atuação: será uma operação conjunta em área menor, focada onde há registro de maior incidência de ilícitos. No Mato Grosso, foram selecionados Apiacás, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçú, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo e Paranaíta.

O emprego das Forças Armadas na GLO ocorrerá até 31 de agosto de 2021 de forma mais integrada com as equipes de todos os ministérios que compõem o Grupo Gestor do Plano Amazônia 2021/2022 do CNAL, em especial do IBAMA e do ICMBio. Haverá uma centralização de esforços nas terras da União e nas terras devolutas dentro do arco de humanização, onde ocorrem mais de 70% dos crimes ambientais.

As Forças Armadas deverão atuar de modo coordenado com o Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), presidido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, buscando articulação com os órgãos e entidades de proteção ambiental e de segurança pública, com o objetivo de desenvolver as ações necessárias. Haverá incremento das operações já em curso pelos órgãos de proteção e fiscalização que têm essa responsabilidade e vêm atuando na área.

Segundo o presidente do CNAL, Hamilton Mourão, historicamente, no período de seca na Amazônia, que ocorre entre os meses de maio e setembro, há um acréscimo de desmatamento seguido de queimadas, em razão de ambas as atividades estarem relacionadas. Além disso, a estiagem favorece a prática de crimes, tais como a exploração inadequada da terra por parte de alguns produtores, a extração ilegal de madeira, de minérios e de outros produtos da floresta, uma vez que o acesso à mata se torna mais fácil, com o tráfego terrestre e fluvial mais seguros.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Vice-Presidência da República