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Chuvas impactam exportações de soja em fevereiro

Chuvas impactam exportações de soja em fevereiroAlém da soja, o milho também apresentou queda. Foto: Claudio Naves/Appa

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O excesso de chuvas em portos fundamentais, como o de Paranaguá, travou o ritmo das exportações brasileiras de soja em fevereiro, resultando em uma queda de 8,2% no volume embarcado em comparação ao mesmo período de 2025.

Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a logística foi prejudicada por precipitações constantes durante quase todo o mês, deixando o total exportado em 8,9 milhões de toneladas, volume abaixo das expectativas iniciais do mercado.

Com a colheita em ritmo acelerado, a Anec projeta uma forte recuperação nas exportações para março, com a expectativa de ultrapassar a marca de 16 milhões de toneladas de soja. O farelo de soja, que também registrou queda em fevereiro (13,3%, totalizando 1,3 milhão de toneladas), deve seguir a mesma tendência de alta, com previsão de alcançar 2,5 milhões de toneladas no mês corrente.

Desaceleração do milho e incertezas geopolíticas

O milho brasileiro também apresentou queda nas exportações em fevereiro, somando pouco mais de 1 milhão de toneladas, uma redução de 23,1% na comparação anual. A projeção para março é de 697 mil toneladas. De acordo com a Anec, a redução no escoamento do grão é um movimento natural para priorizar a logística da safra de soja.

No entanto, o cenário para o milho traz preocupações adicionais. O conflito no Oriente Médio, envolvendo o Irã — um dos principais compradores do produto brasileiro —, gera incertezas para os exportadores. Em 2025, o Irã e a Arábia Saudita adquiriram, juntos, 14 milhões de toneladas de milho do Brasil.

“Esse contexto gera incertezas entre os agentes de mercado e pode trazer impactos relevantes sobre os volumes exportados”, apontou a associação, que monitora de perto como a tensão geopolítica poderá afetar os embarques ao longo de 2026.