A OMM (Organização Meteorológica Mundial) e o observatório europeu Copernicus confirmaram que 2025 figurou como um dos três anos mais quentes já registrados na história, mantendo uma sequência de temperaturas globais altas
Segundo a análise consolidada da OMM, baseada em oito conjuntos de dados, a temperatura média da superfície terrestre ficou 1,44 °C acima da média do período de 1850-1900. O Copernicus confirma esse cenário, destacando que os últimos 11 anos foram, sem exceção, os mais quentes já registrados globalmente, enquanto o aquecimento dos oceanos prossegue sem interrupções.
Fatores climáticos e alertas da OMM
“O ano de 2025 começou e terminou com uma característica La Niña de resfriamento, e ainda assim foi um dos anos mais quentes já registrados globalmente devido ao acúmulo de gases de efeito estufa que retêm calor em nossa atmosfera. As altas temperaturas da terra e do oceano apresentam para eventos climáticos extremos – ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais de grande intensidade, ressaltando a necessidade vital de sistemas de alerta precoce”, afirma a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
O monitoramento contínuo e a colaboração internacional são apontados como ferramentas fundamentais para enfrentar a crise climática.
“O monitoramento do estado das mudanças climáticas realizado pela OMM, baseado na coleta colaborativa e cientificamente rigorosa de dados globais, é mais importante do que nunca, porque precisamos garantir que as informações sobre a terra sejam seguras, acessíveis e úteis para todos”, complementou Celeste Saulo.
Esse cenário de aquecimento acelerado reforça a urgência de medidas de adaptação em regiões sensíveis, como o ecossistema paraense e a floresta amazônica.

