HomeAgricultura

Lançado Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

Lançado Plano Nacional de Agroecologia e Produção OrgânicaIntenção é fortalecer orgânicos e de base agroecológica. Foto: Agência Brasil

Sem veneno: selo orgânico aumenta demanda por produtos
Sinop busca vencer baixa oferta de alimentos básicos com programa de agroecologia
Banco Raiz investe cerca de meio milhão na agricultura familiar da amazônia mato-grossense

Foi lançado na quarta-feira, 16/10, Dia Mundial da Alimentação, o 3º Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo). O objetivo é ampliar e fortalecer a produção, a manipulação e o processamento de produtos orgânicos e de base agroecológica.

O decreto foi assinado pelos ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macedo; e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

“É uma alegria imensa lançar programas que vão garantir mais alimentos saudáveis no prato das pessoas. Este é um governo que envolve a sociedade na sua construção, a muitas mãos. E eu estarei cobrando dos ministros, assim como a sociedade cobrará de mim, para que tudo o que estamos anunciando seja concretizado”, destacou o presidente Lula.

O ministro Carlos Fávaro reforçou a importância da iniciativa:

“É fundamental o compromisso do Governo Federal com o combate à fome e com a segurança alimentar. Desde o início da gestão, em 2023, mais de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar. Isso é muito significativo, e o trabalho deve continuar”.

O Planapo reúne ações de incentivos financeiros e apoio para a transição agroecológica, sustentabilidade e conservação ambiental, além de políticas específicas de fortalecimento das cadeias produtivas de produtos orgânicos e agroecológicos. Também contempla iniciativas voltadas para pesquisa e inovação, incentivo às compras públicas e inclusão de mulheres, jovens, indígenas e quilombolas na agricultura familiar. O público-alvo prioritário inclui agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, micro e pequenos empreendimentos rurais, cooperativas e associações.

Durante o evento, foi também lançado o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar “Alimento no Prato” (Planaab), aprovado pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), com vigência de 2025 a 2028. O plano integra as políticas públicas brasileiras de segurança alimentar, com o objetivo de estruturar um sistema eficiente e sustentável de abastecimento de alimentos no país, focando nas populações mais vulneráveis, no fortalecimento da agricultura familiar e na promoção de alimentos saudáveis.

Com 29 iniciativas e 92 ações estratégicas, o Planaab é inédito no Brasil. Entre suas medidas está a ampliação de sacolões populares e centrais de abastecimento em todo o país. Inicialmente, serão implantadas seis novas centrais de abastecimento na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo (duas). Ao facilitar o acesso a alimentos frescos e saudáveis, o “Alimento no Prato” beneficia tanto produtores quanto consumidores.

“O Plano Alimento no Prato representa um grande avanço na política de segurança alimentar no Brasil, reunindo esforços de múltiplos setores e entidades para enfrentar a insegurança alimentar e nutricional que afeta milhões de brasileiros. O lançamento do Plano reafirma o compromisso do Governo Federal em garantir o direito à alimentação adequada e em promover práticas agrícolas sustentáveis para as gerações futuras”, afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

Além disso, durante o evento foi assinada a portaria interministerial de estímulo à produção de arroz, intitulada Programa Arroz da Gente. A iniciativa, que conta com a participação do Mapa, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e do Ministério da Fazenda, tem como objetivo incentivar a produção e a formação de estoques do grão. Pequenos e médios produtores que optarem por produzir arroz poderão firmar contratos de opção com o governo, que garantirá a compra da produção a um preço previamente estabelecido. Cerca de R$ 1 bilhão serão investidos para a compra de até 500 mil toneladas de arroz.

Fonte: Mapa