Resumo
- A Amazônia registrou uma redução de 31% no desmatamento nos últimos dez meses, mas teve alta no mês de maio de 6%, segundo o Imazon.
- Mato Grosso foi o segundo estado que mais desmatou o bioma em maio, sendo responsável por 29% da destruição total registrada no mês.
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Três municípios mato-grossenses figuram no ranking das dez áreas mais desmatadas da Amazônia: Colniza (3º lugar, com 20 km²), Aripuanã (7º lugar, com 9 km²) e Cláudia (10º lugar, com 7 km²).
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A Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt, localizada em MT, foi a terceira área protegida mais devastada da Amazônia em maio, com a perda de 2 km² de vegetação.
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O estado concentrou impressionantes 78% de toda a degradação florestal (área afetada por queimadas e exploração madeireira) de toda a Amazônia Legal no mês de maio.
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A alta concentração de degradação em MT preocupa especialistas devido à chegada do verão amazônico, período mais seco e propício a incêndios florestais no estado.
Com aproximadamente dois meses para o fechamento do chamado “calendário do desmatamento” (agosto a julho), a Amazônia registrou uma redução de 31% na derrubada acumulada de suas florestas, totalizando 1.949 km² desmatados entre agosto de 2025 e maio de 2026. No entanto, quando analisado isoladamente, o mês de maio registrou uma alta de 6% na destruição da floresta.
Nesse cenário, o Mato Grosso aparece como o segundo estado que mais devastou a região, sendo responsável por 29% de toda a perda de vegetação detectada na Amazônia Legal.
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon. Segundo o levantamento, a destruição em maio ficou fortemente concentrada em apenas três estados: Pará (34%), Mato Grosso (29%) e Amazonas (19%), que juntos responderam por 82% do desmatamento mensal.
“O levantamento demonstra que o calendário segue apresentando tendência de queda. Faltando apenas dois meses para o seu fechamento, é fundamental garantir a continuidade das ações de controle do desmate, para que essa trajetória de diminuição seja mantida”, comenta Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon.
Cidades de MT pesam nos rankings de destruição
A pressão do desmatamento no território mato-grossense reflete diretamente no ranking dos municípios mais críticos da Amazônia. Três cidades do estado aparecem no top 10 de maio. Colniza lidera os índices estaduais e ocupa a 3ª posição na Amazônia Legal, com 20 km² de floresta desmatada. Aripuanã aparece em 7º lugar, com 9 km², e Cláudia fecha a lista na 10ª posição, com 7 km² de área devastada.
“Agir nos municípios críticos é essencial para combater o desmatamento, principalmente aqueles que aparecem com frequência nos rankings das maiores áreas de floresta perdidas na Amazônia”, afirma Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.
Além das frentes municipais, as Unidades de Conservação (UCs) em solo mato-grossense também sofreram forte pressão. A Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt figurou como a terceira área protegida mais desmatada de toda a Amazônia em maio, registrando a perda de 2 km² de mata nativa.
Alerta máximo para a degradação florestal
Se no desmatamento por corte raso o Mato Grosso ocupa o segundo lugar, no quesito degradação florestal — destruição provocada por incêndios e pela extração seletiva de madeira — o estado lidera de forma isolada.
Com 78% de toda a extensão territorial degradada na Amazônia Legal em maio, Mato Grosso vai na contramão dos números da região, que registrou uma queda expressiva de 94% em comparação como o mesmo mês de 2025.
A degradação florestal na Amazônia Legal nestes últimos dez meses também caiu: 93% em comparação com o mesmo o período de agosto de 2024 a maio de 2025.
“O Calendário do Desmatamento mostrou, até o momento, uma baixa significativa da degradação florestal na Amazônia. Esses dados são importantes, tendo em vista que estamos entrando no chamado verão amazônico, etapa do ano mais propícia à ocorrência de incêndios florestais, à exploração madeireira e ao desmatamento, em razão da condição climática mais seca e quente. É preciso manter essa tendência de queda nos próximos meses”, conclui Manoela Athaide, pesquisadora do Imazon.
Fonte: Imazon

