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Exportação de carne cresce e bate recorde no Brasil

Exportação de carne cresce e bate recorde no BrasilAlta foi de 15,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Foto: Imac

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Resumo

  • O Brasil teve o melhor primeiro semestre da história nas exportações de carne bovina em 2026, atingindo 1,705 milhão de toneladas e faturamento de US$ 9,85 bilhões.
  • O mês de junho foi o melhor mês isolado da série histórica, registrando 317,3 mil toneladas embarcadas e quase US$ 2 bilhões em receita.
  • A China seguiu como o principal destino da carne brasileira, comprando 794,7 mil toneladas no semestre (faturamento de US$ 4,87 bilhões).
  • O forte crescimento nas vendas para a China reflete a estratégia dos frigoríficos brasileiros em acelerar os embarques para aproveitar ao máximo as cotas de importação e tarifas favoráveis do mercado chinês.
  • Os Estados Unidos ficaram na segunda posição (205 mil toneladas), seguidos por Chile e Rússia. A União Europeia se destacou como o terceiro maior mercado em faturamento.

O Brasil registrou o melhor primeiro semestre da história nas exportações de carne bovina, quebrando recordes tanto em volume quanto em faturamento. Nos primeiros seis meses de 2026, o País exportou 1,705 milhão de toneladas do produto — uma alta de 15,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento disparou 36,2%, atingindo US$ 9,85 bilhões.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O mês de junho coroou o período como o melhor mês isolado da série histórica, somando 317,3 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,975 bilhão. A carne in natura continuou sendo o principal produto vendido, representando mais de 88% do volume total.

O peso da China

A China se manteve isolada como o principal comprador da carne brasileira. No acumulado do semestre, os chineses importaram 794,7 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 4,87 bilhões (alta de 49,4% em valor).

Esse crescimento expressivo reflete o forte ritmo de embarques do Brasil para cumprir e aproveitar as cotas de importação estabelecidas pela China.

Como o mercado chinês opera com limites e tarifas específicas para a entrada de carne estrangeira, os frigoríficos brasileiros aceleraram as vendas para garantir a liderança dentro dessas cotas, aproveitando a alta demanda antes que as restrições anuais ou sazonais de volume pudessem desacelerar o comércio.

Em junho, os embarques para o país asiático somaram 161,9 mil toneladas.

Outros mercados em destaque

Logo atrás da China, os Estados Unidos garantiram a segunda posição no semestre, comprando 205 mil toneladas (US$ 1,35 bilhão). O Chile ficou em terceiro lugar em volume (70,7 mil toneladas), seguido de perto pela Rússia (62,2 mil toneladas).

A União Europeia se consolidou como o terceiro principal destino em faturamento, gerando US$ 452,3 milhões pelas 51,2 mil toneladas adquiridas no semestre. Países como México e Indonésia também registraram altas expressivas e ajudaram a impulsionar o resultado recorde do país.