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Tecnologia em Goiás cria alerta rápido contra fogo no Cerrado

Tecnologia em Goiás cria alerta rápido contra fogo no CerradoSesnor vai ser testado no Parque Estadual dos Pireneus. Foto: UniCietec

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Resumo

  • O Projeto Tatárandu vai testar tecnologia de monitoramento inteligente para acelerar o combate a incêndios no Parque Estadual dos Pireneus.
  • A detecção combina sensores ambientais (temperatura, vento, CO₂), câmeras inteligentes omnidirecionais e checagem visual por drones.
  • O sensoriamento local identifica alterações no ar em minutos, superando a demora das imagens orbitais tradicionais.
  • O sistema monitora áreas de até 35 mil m² sem depender de conexão de internet ou sinal de celular.
  • A frente tecnológica soma-se a ações de educação ambiental, formação de brigadas voluntárias e pesquisas sobre o impacto do fogo na biodiversidade.

Uma nova tecnologia nascida em Goiás quer mudar a velocidade do combate aos incêndios no Cerrado ao trocar o olhar distante dos satélites pela precisão de sensores no chão. Coordenado pelo UniCietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), da UniEvangélica, o Projeto Tatárandu vai testar no Parque Estadual dos Pireneus um sistema de monitoramento inteligente capaz de flagrar focos de calor em minutos, emitir alertas em tempo real e operar mesmo em áreas isoladas, sem sinal de internet ou celular.

A fase inicial prevê a instalação de uma estrutura piloto na unidade de conservação para avaliar a eficiência dos equipamentos antes de expandir a cobertura.

“Vamos implementar estações de monitoramento em uma área de teste para verificar a eficácia da metodologia e dos equipamentos propostos. A ideia é criar um sistema capaz de identificar rapidamente situações de risco e emitir alertas em tempo real”, disse o coordenador da UniIncubadora do UniCietec, professor Rosemberg Fortes, detalha a proposta:

Para evitar alarmes falsos, o ecossistema tecnológico aposta em um circuito de validação em três etapas:

  • Sensores ambientais: medem dados de temperatura, vento, CO₂ e partículas no ar para indicar anomalias;
  • Câmeras inteligentes: uma lente omnidirecional gira automaticamente para o Ponto Zero indicado e busca sinais de fumaça ou chamas;
  • Drones: sobrevoam a área afetada para confirmar o fogo e mapear a gravidade da ocorrência.

A cobertura de cada estação chega a 35 mil metros quadrados, contornando a falta de conectividade comum nas reservas ambientais.

Maior precisão

A principal aposta da iniciativa é furar o atraso do monitoramento orbital tradicional. Enquanto as imagens de satélite dependem de janelas de reentrada e do tempo de processamento, os dados em campo chegam quase instantaneamente.

“O sensoriamento local tem maior precisão, maior acurácia e um horizonte temporal muito menor. Enquanto uma imagem de satélite pode apresentar informações com atraso de vários minutos ou até horas, nossos sensores conseguem fornecer dados praticamente em tempo real”, afirma Fortes.

Segundo a pesquisadora Vivian Braz, coordenadora geral do Tatárandu, a frente tecnológica faz parte de um plano mais amplo, que abrange pesquisas sobre os impactos do fogo na fauna e flora, formação de brigadas comunitárias, educação ambiental e aplicação prática do Manejo Integrado do Fogo.