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Calorão vai continuar na primeira semana de maio no Centro-Oeste

Calorão vai continuar na primeira semana de maio no Centro-OesteTemperaturas estão acima da média para o Outono. Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Onda de calor eleva em até 5°C a temperatura do mês em Goiás
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Um nova onda de calor deverá manter as temperaturas elevadas em todo o Mato Grosso do Sul, o sul de Mato Grosso, partes de Goiás, de acordo alerta divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O alerta, divulgado no último sábado, 27/1, vale até às 18h de quarta-feira, 1/5, feriado. Na classificação do Inmet, as ondas de calor se configuram quando a temperatura se mantém, ao longo de pelo menos cinco dias, 5 graus Celsius (ºC) acima da média esperada para o mês.

De acordo com o boletim, 694 municípios devem ser afetados. Cidades como Dourados (MS), por exemplo, têm previsão de temperaturas de até 36 ºC, o que é considerado bastante elevado para o outono.

“O calor neste fim de abril e o início de maio fugirá muito ao normal. É uma situação extraordinária do ponto de vista climatológico, uma vez que temperaturas neste patamar previsto desviam absurdamente das normais históricas. As máximas devem fica perto e podem mesmo alcançar 40ºC em algumas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro”, afirma a meteorologista Estael Sias, da MetSul.

Fortes ondas de calor têm atingido o território brasileiro desde o ano passado, gerando temperaturas recordes em algumas cidades. As regiões mais atingidas têm sido o Centro-Oeste e o Sudeste.

De acordo com climatologistas, as elevações de temperatura tem relação com o El Niño, fenômeno que acontece em intervalos de tempo que variam entre três e sete anos. Em vigência desde o ano passado, ele está se aproximando do fim segundo a Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês).

Os especialistas apontam também a influência do aquecimento global do planeta, resultado do excesso de emissão gases de efeito estufa provocada pelo homem, o que tende a resultar em episódios de extremos climáticos cada vez mais frequentes.

Com informações da Agência Brasil