Resumo
- Setembro de 2026 registrou a segunda menor área de desmatamento na Amazônia nos últimos oito anos, ficando atrás apenas de 2025, segundo dados do Imazon.
- Do total de 374 km² desmatados no mês, o Pará concentrou 53% (198 km²), seguido por Amazonas (16%), Acre (13%) e Mato Grosso (8%).
- Apesar do patamar historicamente baixo, a derrubada em setembro subiu 34% em relação ao mesmo mês de 2025; no acumulado do ano, a alta é de 6%.
- O município paraense de Portel liderou o desmatamento com 22 km², superando a soma de cinco estados da Amazônia Legal (Roraima, Rondônia, Maranhão, Amapá e Tocantins).
- O Pará emplacou oito municípios na lista dos dez que mais desmataram no mês.
- Mato Grosso não registrou nenhum município, terra indígena ou unidade de conservação no ranking dos dez mais desmatados.
- A degradação florestal (provocada por fogo e extração de madeira) subiu 21% em setembro, mas no acumulado do ano teve o menor nível em três anos, com queda de 46%.
O mês de setembro de 2026 registrou a segunda menor área de desmatamento na Amazônia dos últimos oito anos (desde 2018), perdendo apenas para 2025, segundo dados do boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do instituto Imazon.
Do total de 374 km² desmatados na região no mês, mais da metade ocorreu no Pará, que liderou o ranking com 198 km² (53% do total). O Amazonas ficou em segundo lugar, com 60 km² (16%), seguido por Acre, com 48 km² (13%), e Mato Grosso, com 31 km² (8%).
Mesmo com a marca histórica favorável na série recente, a área derrubada em setembro cresceu 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o desmatamento também foi o segundo menor dos últimos oito anos, registrando uma alta de 6% na comparação com o mesmo período de 2025.
A concentração da devastação no estado do Pará chama a atenção nos dados do Imazon, que monitora a floresta por satélite desde 2008. Apenas o município de Portel (PA) registrou 22 km² de desmatamento em setembro — área superior à soma de cinco estados da Amazônia Legal: Roraima (15 km²), Rondônia (9 km²), Maranhão (9 km²), Amapá (2 km²) e Tocantins (2 km²).
Além de Portel, outros sete municípios paraenses figuram entre os 10 que mais desmataram no mês.
Mato Grosso não registrou nenhum município entre os dez que mais desmataram, assim como nenhuma terra indígena ou unidade de conservação.
Degradação florestal
Diferente do desmatamento (remoção completa da vegetação), a degradação florestal — provocada por incêndios e extração ilegal de madeira — subiu de 1.022 km² em setembro de 2025 para 1.239 km² em setembro de 2026, um aumento de 21%.
Por outro lado, no acumulado de janeiro a setembro de 2026, a degradação atingiu o menor nível dos últimos três anos, somando 2.018 km², uma queda de 46% em relação aos 3.766 km² registrados no mesmo período de 2025.

