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El Niño chega ao fim e é possível saber como será La Niña?

El Niño chega ao fim e é possível saber como será La Niña?Mudanças, como vendavais e tornados, preocupam com La Niña. Foto: Pexels

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O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico, está chegando ao fim e próximo da condição neutra, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Agora é a vez do La Niña, que consiste na diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico Tropical Central e Oriental. Conforme análise do Inmet, a probabilidade é de que no trimestre junho, julho e agosto, ou seja, meados do inverno, o Brasil já esteja sob os efeitos do fenômeno.

O término do El Niño também foi decretado por  cientistas do Serviço de Meteorologia da Austrália e pela Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (Noaa, na sigla em inglês). O fenômeno teve início começou em junho de 2023 e levou águas mais quentes para a superfície do Oceano Pacífico. Isso adicionou calor extra à atmosfera e provocou o aumento das temperaturas globais, que bateram recordes históricos um mês após o outro. As informações são da BBC Brasil.

Mas seria possível antecipar as mudanças que La Niña traz para o planeta? Segundo pesquisadores, trata-se de um cenário ainda incerto. O que se sabe é que os recordes de temperatura sentidos  nos últimos meses levaram alguns pesquisadores a temer que o mundo possa estar entrando em uma fase nova — e ainda mais rápida — das mudanças do clima.

Sobre os próximos capítulos, pesquisadores norte-americanos disseram recentemente que havia 60% de chance de o La Niña se desenvolver entre junho e agosto, e 85% de chance de que isso aconteça até o outono do hemisfério norte. A formação ou não do fenômeno é algo de grande importância, pois deve ter um impacto significativo na formação de tempestades e furacões — e alguns cientistas preveem que sua chegada seria presságio de uma temporada de furacões bastante ativa no Atlântico.

Os pesquisadores também alegaram que efeito de resfriamento do La Niña também poder desacelerar ligeiramente o ritmo do aquecimento global. O que poderia indicar que as temperaturas recorde registradas em 2023  não são evidência de que o mundo entrou em uma fase de aquecimento mais rápido.

Por dentro dos fenômenos

O El Niño não possui um período fixo e costuma durar entre 9 e 12 meses,  com uma intensidade variável. Já o La Niña pode durar de 9 meses a três anos, e sua previsão também depende de observações climáticas e modelos meteorológicos avançados. Por isso, o estudo de especialistas em todo mundo é uma soma de esforços para melhorar as previsões e entender os principais impacto nas mudanças climáticas globais.