HomeEcologia

Julho de calor e tempo seco: Veja a previsão para o Centro-Oeste

Julho de calor e tempo seco: Veja a previsão para o Centro-OesteClima pode favorecer final do ciclo do algodão. Foto: CNA

VBP de 2022 pode empatar com o de 2021, com retração da pecuária e soja
No Dia Mundial do algodão, Brasil celebra conquista recente
Imea: Área de algodão de MT deve crescer 13,32% em 2021/22

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou a previsão climática para julho de 2026, indicando que os produtores rurais da Região Centro-Oeste devem intensificar o monitoramento de suas lavouras devido ao clima previsto para o mês.

O prognóstico aponta para a persistência de temperaturas acima da média histórica e a redução drástica nos níveis de armazenamento de água no solo, desenhando um cenário de forte seca, especialmente nos estados de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com o instituto, enquanto as chuvas devem se manter dentro da média histórica para o período na maior parte da região — com exceção do centro-norte de Mato Grosso do Sul, onde o volume será abaixo do normal —, o calor será o grande protagonista do mês.

Os termômetros devem registrar desvios positivos expressivos. Os maiores picos de calor estão previstos para o noroeste e o sudoeste de Mato Grosso, onde as temperaturas prometem superar a média histórica em mais de 2 °C. Nas demais áreas do Centro-Oeste, o aquecimento deve ficar até 1,5 °C acima da climatologia de julho.

Impacto nas lavouras: o lado bom e o lado ruim

Na prática, o clima mais seco e quente traz impactos distintos para o campo, dependendo do estágio e do tipo de cultura:

  • Janela ideal para o milho e algodão: Para as lavouras de milho segunda safra e de algodão que já se encontram na fase final do ciclo produtivo, o tempo firme é positivo. A ausência de umidade acelera a maturação dos grãos e das plumas, além de facilitar o tráfego de máquinas, reduzindo as perdas operacionais durante a colheita.
  • Alerta vermelho para os irrigados: Por outro lado, culturas que dependem de irrigação artificial, como o trigo e o feijão, vão exigir atenção redobrada dos agricultores. O calor intenso acelera a perda de água do solo e das plantas (evapotranspiração), aumentando drasticamente a demanda hídrica justamente em fases críticas do desenvolvimento, como o florescimento e o enchimento de grãos.

Cenário nacional

Fora do Centro-Oeste, o mapa climático do Brasil em julho de 2026 mostra realidades opostas. O Sul do país deve enfrentar chuvas acima da média na maior parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o que favorece as culturas de inverno, mas eleva o risco de doenças fúngicas devido à alta umidade.

Para a Região Norte, são previstos totais de chuva acima da média apenas no Amapá e no noroeste do Pará. Por outro lado, são previstos volumes abaixo da média em praticamente todo o Amazonas e extremo norte de Roraima As temperaturas estarão acima da média de julho.

Já no Matopiba e no Sudeste, o predomínio também será de calor acima da média, exigindo manejo estratégico da água para evitar perdas na terceira safra e em cultivos perenes, como o café.