O verão termina oficialmente no dia 20 de março, mas o Brasil já vivencia a transição para o outono, principalmente no centro-sul do Brasil.
Em paralelo a esse comportamento sazonal, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) monitora uma mudança importante no Oceano Pacífico, com a perda de força do fenômeno La Niña e a possibilidade de um retorno do El Niño ainda em 2026.
Essa movimentação oceânica indica que o clima global caminha para uma fase de neutralidade nos próximos meses. As projeções da OMM apontam que o período de março a maio deve registrar condições neutras em 60% dos modelos, com essa probabilidade subindo para 70% entre abril e junho.
No entanto, o radar dos meteorologistas já identifica a possibilidade de um novo El Niño se configurar a partir de maio, tendência confirmada por monitoramentos da agência americana NOAA.
No Brasil, a tendência do El Niño é de seca na região Norte, ondas de calor e chuvas irregulares na região central e temporais no Sul.
Impactos no Centro-Oeste
Para os próximos meses (março a maio), o clima no Centro-Oeste deve seguir um padrão de estabilidade, sem as chuvas intensas que são esperadas para o Norte e Nordeste. Ainda assim, o monitoramento é indispensável, especialmente para quem vive do agro.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a previsão já indica a tendência de chuvas e temperaturas um pouco acima da média — algo que deve ficar mais evidente conforme o El Niño se firma no segundo semestre.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alerta que esses fenômenos naturais, quando somados ao aquecimento global, tornam os eventos extremos (como secas e ondas de calor) muito mais agressivos. O episódio de 2023-2024, que bateu recordes de calor no mundo todo, deixou claro o quanto nosso sistema produtivo e urbano ficou sensível a essas mudanças.
Por isso, acompanhar essas previsões não é só uma tarefa técnica; é uma ferramenta essencial para o produtor rural e para o planejamento das cidades. Saber o que vem pela frente ajuda a planejar melhor a colheita, cuidar dos recursos hídricos e se prevenir contra surpresas desagradáveis que, com o novo padrão climático, estão se tornando cada vez mais frequentes na nossa região.

