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Irã diz que continuará fornecendo fertilizantes ao Brasil

Irã diz que continuará fornecendo fertilizantes ao BrasilO Oriente Médio é o quarto maior fornecedor do País. Foto: Mosaic

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Nesta terça-feira, 31/3, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, trouxe um alento aos produtores brasileiros: os fertilizantes iranianos não serão impedidos de embarcar para o País. “Até o presente momento e no cenário atual, os produtos adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de ser exportados”, garantiu o diplomata.

A declaração tenta dissipar os temores de que o conflito na região interrompa o fluxo de insumos essenciais para a safra de milho.

Embora os dados oficiais do Itaú BBA apontem que o Irã responde por apenas 2% das compras brasileiras de ureia, o peso real do país no nosso agronegócio é maior e mais complexo. Por ser alvo de sanções internacionais, o Irã opera uma estratégia de triangulação comercial: vende o insumo para países vizinhos, que então o reexportam para o Brasil. As informações são do g1.

Essa manobra, explicada por especialistas como Francisco Queiroz, da Consultoria Agro do Itaú BBA, permite que o insumo chegue ao solo brasileiro contornando as penalidades financeiras impostas ao regime iraniano.

A importância do Oriente Médio

O Oriente Médio é o quarto maior fornecedor do País. Mas, quando olhamos para produtos específicos, a região se torna insubstituível no curto prazo:

  • Ureia: 40% das exportações globais saem de lá.
  • Amônia: 28% das vendas mundiais dependem do Golfo.

No ranking individual de 2025, enquanto a Rússia lidera o fornecimento geral, nações como Arábia Saudita (6º), Israel (8º), Omã (9º) e Catar (11º) formam um cinturão de suprimentos essencial para a balança comercial brasileira.

Especialistas alertam, porém, que, mesmo que o produto saia do porto, o conflito pode encarecer o seguro das cargas e o preço do petróleo, gerando uma inflação nos alimentos para o consumidor final.

Como saída de emergência, o pesquisador Felippe Serigati, da FGV Agro, aponta o Canadá como a alternativa mais viável caso o gargalo no Oriente Médio se feche definitivamente