Por André Garcia
Goiás encerrou 2025 com aumento na geração de empregos formais no campo. Ao longo do ano, o setor registrou saldo positivo de 2.220 postos de trabalho, crescimento de 166,5% em relação a 2024, quando haviam sido abertas 833 vagas com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Os dados, compilados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), mostram que a agropecuária goiana somou 92.953 admissões, alta de 3,8% sobre o ano anterior. O estoque de trabalhadores formais também avançou, atingindo 124.856 vínculos ativos em 2025, aumento de 1,8%.
“Em um período de um ano, o saldo de empregos gerados na agropecuária saltou mais de 100% e isso demonstra que as nossas políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo estão gerando resultados evidentes”, destacou o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Pedro Leonardo Rezende.
Investimentos e apoio ao produtor impulsionam contratações
O desempenho foi impulsionado pela produção agrícola e pecuária e pela continuidade dos investimentos no meio rural.
Entre as ações citadas estão programas de capacitação em crédito rural, fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), estímulo ao uso do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural) e iniciativas voltadas à agricultura familiar e às agroindústrias de pequeno porte.
Agro também lidera geração de empregos no país
Os números do setor são positivos no País. O agronegócio brasileiro alcançou 28,58 milhões de trabalhadores no terceiro trimestre de 2025, o maior número desde o início da série histórica, em 2012. Com isso, o setor passou a concentrar 26,35% de todos os ocupados do país, ou seja, mais de um em cada quatro brasileiros que trabalham.
Os dados são do Boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, feito pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado acompanha o bom momento do mercado de trabalho nacional, que registrou taxa de desemprego mínima histórica de 5,6% no período.
“Esse desempenho reflete a recuperação da demanda, impulsionada pelas condições favoráveis de crédito para consumo e investimento no período pós-pandemia, com a taxa Selic em patamares relativamente baixos. Mais recentemente, essa recuperação tem sido potencializada pelo direcionamento de crédito subsidiado ao setor”, diz trecho do relatório.
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