HomeMundo

Peças de algodão tingidas por indígenas são expostas em Londres

Peças de algodão tingidas por indígenas são expostas em LondresAlgodão do Cerrado ganha o mundo da moda. Foto: Empaer

Biodigestores são ótima opção de redução de custos e sustentabilidade
Empaer e Funai resgatam práticas da agricultura ecológica em aldeia
Empaer orienta produtores sobre novo calendário de controle do consumo da energia elétrica

O resultado da produção de algodão orgânico colorido pelas mulheres indígenas Bakairi nos municípios de Paranatinga e Planalto da Serra, no Mato Groso, está sendo divulgado na exposição “Brasil cria moda para o amanhã – Brazil Creating Fashion for tomorrow”, nesta semana na Embaixada do Brasil, em Londres. O evento faz parte da programação do London Fashion Week, que termina terça-feira, 19/9.

Esse trabalho envolvendo os indígenas vem sendo desenvolvido desde novembro de 2021 entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) com a startup FarFarm – por meio do projeto Renner: Pesquisa e Desenvolvimento de Algodão Agroflorestal no Cerrado.

Na prática, a Empaer presta assistência técnica às indígenas no fomento da produção de sementes de algodão orgânico colorido e auxilia na melhoria da qualidade das peças produzidas e comercializadas pelas lojas Renner.

O técnico da Empaer José Carlos Pinheiro da Silva explicou que as variedades agroecológicas foram melhoradas, adaptadas ao clima e solo da região, mais produtivas, de porte baixo, resistente a pragas e doenças se comparado com a atualmente cultivada o arbóreo tradicional crioula.

“O algodão orgânico colorido cresce como árvore. Na região, as mulheres indígenas já produziam redes, tapetes e outros artesanatos. A parceria com a FarFarm veio para consolidar e gerar renda as indígenas Bakairi”, disse.

Sobre a Farfarm

A startup atua no desenho de estratégias para negócios de impacto baseados no potencial natural de produtos agrícolas, concentrada em promover desenvolvimento social em seus processos.

Fonte: Empaer