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Manejo eleva produtividade da pecuária a 175% em MT

Manejo eleva produtividade da pecuária a 175% em MTDesempenho está ligado ao controle das operações. Foto: Reprodução/Nutripura

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Mesmo em cenários de queda de preços, estratégias baseadas em manejo, controle de custos e gestão comercial podem transformar os resultados da atividade. É o que mostram os resultados obtidos no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Pedra Preta (MT), que registrou aumento de 175% na produtividade em relação ao padrão brasileiro.

Na prática, isso representa uma mudança expressiva na eficiência do sistema. À reportagem da CNN Agro, a empresa informou que um hectare de pasto na propriedade é capaz de alimentar 70 pessoas diariamente, enquanto a média nacional sustenta cerca de 1,3 pessoas por hectare.

Criado em 2015, o centro se consolidou como uma fazenda-modelo ao testar, em escala real, estratégias voltadas ao ganho de peso, desenvolvimento muscular e controle de gordura dos animais, mantendo o foco em rentabilidade e sustentabilidade.

“Em um ano em  que ocorre a desvalorização do gado de reposição, especialmente dos bezerros, o saldo positivo das últimas safras permite ampliar o rebanho e planejar o crescimento de forma sustentável”, explica o gerente de pesquisa da Nutripura, Leandro Martins.

Eficiência dentro da porteira

O desempenho está diretamente ligado ao controle detalhado das operações. No CPN, o acompanhamento envolve indicadores zootécnicos e econômicos que vão desde o planejamento da safra até os resultados consolidados no ciclo seguinte.

Na última safra, cerca de 1,6 mil animais foram monitorados em sistemas de recria a pasto e terminação em confinamento. A análise desses dados permite identificar quais práticas têm maior impacto sobre produtividade e retorno financeiro.

 “Manejo de pastagem, nutrição de precisão, controle sanitário e gestão ambiental precisam caminhar juntos para gerar eficiência”, reforça o gerente.

Recria estratégica e manejo do pasto

A fase de recria é fundamental. É nesse momento que os animais são preparados para a engorda, com foco em ganho de peso equilibrado e desenvolvimento adequado. O manejo da pastagem também é decisivo e inclui a definição da taxa de lotação ideal, o acompanhamento do ganho médio diário e o controle rigoroso de custos.

A lógica é evitar desperdícios e o superpastejo, que compromete o crescimento das plantas e reduz o desempenho do rebanho. Além disso, sistemas de monitoramento são utilizados para ajustar a altura e a qualidade nutricional do pasto, garantindo alimentação adequada e maior eficiência produtiva.

Gestão de risco e previsibilidade

Outro diferencial apontado pela empresa está na gestão econômica da atividade. Ferramentas como a trava de preços ajudam a reduzir a exposição às oscilações do mercado. Esse nível de controle permite atravessar períodos de queda nos preços do gado com maior segurança e, em alguns casos, até ampliar o rebanho.

“É preciso conhecer detalhadamente os números da propriedade, desde o custo por arroba até a previsão de produção. Com esses dados, o produtor consegue definir um preço mínimo que assegure lucro”, explicou Martins.

Sustentabilidade como parte do sistema

A eficiência produtiva também está associada à redução de impactos ambientais. Entre as práticas adotadas estão o tratamento de água, a destinação correta de resíduos e o reaproveitamento de dejetos do confinamento em fertirrigação e compostagem.

“É assim que envolvemos a sociedade, oferecendo carne com baixa pegada de carbono e dentro de práticas sustentáveis”, afirmou o CEO da Nutripura, Luciano Resende, ao destacar que modelo busca atender não apenas à demanda do mercado.

Referência em rentabilidade

Os resultados colocaram a fazenda entre as mais eficientes da região. A propriedade ficou entre as dez mais rentáveis e entre as cinco mais produtivas em levantamento do Benchmarking Inttegra 2022/2023, que avaliou mais de 500 fazendas no Brasil e em países da América do Sul.

 

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