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MS simplifica regras para Carne Sustentável do Pantanal

MS simplifica regras para Carne Sustentável do PantanalRegra busca desburocratizar o acesso aos incentivos fiscais. Foto: Famasul

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O governo estadual publicou mudanças importantes no subprograma de Apoio à Produção de Carne Sustentável do Pantanal, integrante do Proape (Programa de Avanços na Pecuária de Mato Grosso do Sul). A nova resolução, assinada em conjunto pela Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), busca desburocratizar o acesso aos incentivos fiscais e ampliar a competitividade da pecuária no bioma.

A principal novidade é o fim da exigência de certificadoras independentes. Agora, a validação das propriedades será feita por uma associação de produtores, com a revalidação semestral sob responsabilidade da Semadesc.

As 4 principais mudanças para o pecuarista:

  1. Fim da Certificadora Externa: O modelo de certificação deixa de ser privado. A verificação passa a ser feita por associações de produtores, simplificando o processo de adesão.

  2. Taxa Fixa e Menor: A alíquota de contribuição do produtor sobre o incentivo fiscal, que antes chegava a 15%, foi unificada e reduzida para 8%. O valor é destinado ao custeio da Semadesc e do Iagro.

  3. Recria e Engorda fora do Bioma: O programa agora permite que animais nascidos no Pantanal passem pela fase de recria ou terminação no Planalto, desde que pertençam ao mesmo produtor rural. Isso traz maior flexibilidade logística e produtiva.

  4. Novo Protocolo (PPC): Foi criado o Protocolo Pantanal em Conformidade (PPC). Trata-se de um guia com diretrizes obrigatórias de sustentabilidade, sanidade e infraestrutura que servirá como checklist para o acesso ao benefício.

O que muda na prática

Certificação da Propriedade:

  • Como era: Exigência de auditoria por empresas certificadoras independentes.
  • Como fica: Validação feita por associação de produtores, com supervisão semestral da Semadesc.

Taxas de Contribuição:

  • Como era: Alíquotas variáveis de 10%, 12% ou 15% sobre o incentivo.
  • Como fica: Taxa unificada e reduzida para 8% fixos.

Local de Produção (Abrangência):

  • Como era: Restrito apenas à produção realizada dentro do bioma Pantanal.
  • Como fica: Permite que animais nascidos no Pantanal façam recria ou engorda no Planalto, desde que sob o mesmo CPF/CNPJ.

Diretrizes de Sustentabilidade:

  • Como era: Baseadas na legislação original de 2018.
  • Como fica: Adoção do novo Protocolo Pantanal em Conformidade (PPC), com checklist de itens obrigatórios.

Vigência

A nova redação entra em vigor imediatamente para parte das normas, enquanto os demais dispositivos têm um prazo de 120 dias para começarem a surtir efeitos práticos na produção.

A iniciativa reforça a estratégia de Mato Grosso do Sul de aliar a preservação do Pantanal à produção de carne de alto valor agregado, utilizando incentivos fiscais como ferramenta para manter a competitividade de quem investe em pecuária de baixo impacto ambiental.