Entre os dias 23 e 29 de março, Campo Grande (MS) será o palco da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15). O evento marca um momento histórico para a diplomacia ambiental brasileira: a partir deste encontro na capital sul-mato-grossense, o Brasil assumirá a presidência da Conferência por um período de três anos, consolidando sua liderança na agenda de preservação global.
A confirmação foi feita pelo presidente da conferência, João Paulo Capobianco, em coletiva realizada nesta quarta-feira, 18/3.
Segundo ele, uma das principais metas do Brasil neste intervalo de três anos será ampliar o número de países participantes do acordo internacional, que atualmente reúne 132 nações, além da União Europeia.
Capobianco afirmou que o governo brasileiro já iniciou esse movimento diplomático.
“Já convidamos 18 países para participar, que não integram”, disse, destacando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou convites a nações consideradas estratégicas, embora não tenha detalhado quais são.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou que o sucesso das metas discutidas em Campo Grande depende de uma atuação conjunta e sem fronteiras. Para a ministra, a conservação dessas espécies exige uma governança que ignore limites políticos, já que os animais funcionam como indicadores da saúde ambiental de todo o planeta.
Marina destacou que o cenário exige políticas integradas e a participação ativa das comunidades locais, que atuam como aliadas fundamentais na proteção dos habitats e na denúncia de ameaças.
Com o tema “Conectando a Natureza para Sustentar a Vida”, a COP15 deve reunir mais de 2 mil participantes, entre cientistas, diplomatas e representantes da sociedade civil.
Ao longo de uma semana de debates, a conferência revisará o status de conservação de diversas espécies e atualizará as listas de proteção internacional, definindo os investimentos e as prioridades que guiarão a agenda ambiental nos próximos anos sob a liderança do Brasil.

