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Missão chinesa avalia carne sustentável de MT

Missão chinesa avalia carne sustentável de MTChina é o principal destino da carne bovina do estado. Foto: Imac

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Uma comitiva da Câmara de Comércio da China (CFNA), composta por técnicos e 20 empresários dos setores de logística e importação, cumpre agenda técnica em Mato Grosso até esta quarta-feira, 6/5. O objetivo é vistoriar de perto o modelo de rastreabilidade e sustentabilidade da pecuária mato-grossense, visando a ampliação das relações comerciais.

O grupo foi recebido no Palácio Paiaguás pelo governador Otaviano Pivetta e por representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Mato Grosso foi escolhido como vitrine por seu avanço em critérios ambientais, sanidade e transparência.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

A China é o principal destino da carne bovina do estado, que exportou 978,4 mil toneladas para o mercado chinês no ano passado. Um ponto de atenção na agenda foi a cota anual de exportação do Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas. De janeiro a março, 46% desse volume já foi utilizado, gerando preocupação sobre o ritmo das vendas no restante do ano.

Comitiva chinesa visita Mato Grosso até esta quarta-feira. Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

Além da proteína animal, os chineses avaliam o potencial de outras commodities.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos”, completou Yu Lu.

Diferenciais competitivos

O governo estadual busca consolidar Mato Grosso como um fornecedor confiável e competitivo sob exigências internacionais.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção”, destacou o governador Otaviano Pivetta.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, reforçou que as boas práticas colocam o estado em outro patamar de negociação. Há também discussões para incluir miúdos bovinos (fígado, rins, língua e coração) na pauta de exportação, agregando valor à cadeia que hoje se concentra na carcaça.

Segurança alimentar

Para o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o estado já é essencial para a segurança alimentar chinesa por entregar escala e regularidade.

“O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, afirmou.

A programação da missão encerra-se nesta quarta com visitas técnicas a frigoríficos e um workshop sobre novas oportunidades comerciais organizado pelo Imac.