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UE vincula parceria com o Brasil ao fim do desmatamento

UE vincula parceria com o Brasil ao fim do desmatamentoPara representante, Brasil tem que impedir retrocesso. Foto: Sema-MT

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Resumo

  • Jean-Pierre Bou, chefe-adjunto da Delegação da UE no Brasil, disse que o País precisa manter o combate ao desmatamento para consolidar as relações comerciais com a UE e fortalecer seu papel na segurança alimentar global.
  • Bou destacou avanços no comércio após a conclusão do acordo UE-Mercosul, mas reconheceu que ainda há obstáculos.
  • Eles citou como pontos positivos o aumento das exportações brasileiras de café para a Europa e a resolução de barreiras sanitárias que afetavam carne de frango e mel.
  • Como negativo, ele lembrou que a UE suspendeu as importações de carne bovina brasileira por supostas violações de normas sobre antimicrobianos proibidos ou reservados à medicina humana. A solução desse impasse deve levar tempo, já que o ciclo de vida do gado é de cerca de dois anos.
  • As indicações geográficas foram citadas como oportunidade para novos fluxos comerciais, agregando valor a produtos locais ligados à bioeconomia sustentável.
  • Para Bou, o Brasil deve garantir seu papel na segurança alimentar mundial e evitar retrocessos nos compromissos contra o desmatamento.

 

O representante da União Europeia no Brasil voltou a vincular o futuro da parceria comercial entre o bloco e ao País ao combate ao desmatamento. Jean-Pierre Bou, chefe-adjunto da Delegação da UE no país, afirmou que o Brasil precisa manter o esforço na área para consolidar as relações comerciais com os europeus e fortalecer seu papel na segurança alimentar global.

A fala, reportada pelo Infomoney, aconteceu durante o Global Agribusiness Festival, em São Paulo. Bou apontou que o comércio bilateral avançou depois da conclusão do acordo UE-Mercosul, mas admitiu que ainda restam entraves.

Para Bou, cabe ao Brasil assegurar seu papel na segurança alimentar mundial e evitar retrocessos nos compromissos assumidos para frear o desmatamento.

Entre os avanços, o diplomata mencionou o crescimento das exportações brasileiras de café para a Europa e a solução recente de barreiras sanitárias que atrapalhavam os embarques de carne de frango e de mel.

O cenário é menos favorável para a carne bovina. A UE suspendeu as importações do produto brasileiro sob a alegação de que houve violação de regras sobre o uso de antimicrobianos proibidos ou reservados à medicina humana. Segundo Bou, a solução do impasse levará tempo, já que o ciclo de vida do gado gira em torno de dois anos.

O representante europeu também destacou as indicações geográficas como uma área em que o acordo pode abrir novos fluxos de comércio, ao agregar valor a produtos locais ligados a modelos sustentáveis de bioeconomia.