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Alertas de desmatamento na Amazônia de MT caem 41%

Alertas de desmatamento na Amazônia de MT caem 41%No Cerrado, foram 238 km² de áreas sob alerta em agosto. Foto: Green Peace

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Resumo:

  • Os alertas de desmatamento no Cerrado somaram 238 km² em agosto de 2026, queda de 18,9% sobre os 294 km² de agosto de 2025 e segundo menor resultado para o mês desde 2018, segundo o Deter/Inpe.
  • Na Amazônia, os alertas subiram 12,1%, de 319 km² para 358 km², puxados pelo Pará, que passou de 74 km² para 155 km²; ainda assim, é o terceiro menor agosto da série iniciada em 2016.
  • Na porção amazônica de Mato Grosso, a área sob alerta caiu de 98 km² para 58 km² entre agosto de 2025 e agosto de 2026 (queda de 40,82%); no Cerrado, o estado respondeu por 15,5% da área sob alerta no mês.
  • No trimestre de junho a agosto, os alertas recuaram 9,2% no Cerrado (1.150 km²) e 20,4% na Amazônia (1.044 km²), recorte que o MMA considera o mais indicado para avaliar tendência.
  • O cruzamento do Prodes 2025 com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), feito pelo Inpe, mostra que 1,8% dos mais de 8 milhões de imóveis rurais cadastrados registraram desmatamento no ano, sem distinção entre legal e ilegal.

 

Por André Garcia

A área sob alerta de desmatamento na porção amazônica de Mato Grosso caiu de 98 km² em agosto de 2025 para 58 km² em agosto de 2026, recuo de cerca de 41%. No Cerrado, o estado respondeu por 15,5% da área sob alerta do bioma no mês, a segunda maior fatia, atrás do Maranhão. Os números do Deter Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Na Amazônia como um todo, os alertas subiram 12,1% em agosto, de 319 km² para 358 km². A alta ficou concentrada no Pará, onde a área sob alerta passou de 74 km² para 155 km². Mato Grosso respondeu por 16,2% dos alertas do bioma no mês.

Mesmo com o aumento, agosto teve o terceiro menor resultado para o mês na série atual do Deter na Amazônia, iniciada em 2016. No trimestre de junho a agosto, os alertas no bioma somaram 1.044 km², queda de 20,4% sobre os 1.312 km² do mesmo período de 2025.

“O dado de um mês no Deter não deve ser considerado, individualmente, um indicador estruturado de tendência. A avaliação trimestral, a mais indicada, mostra continuidade da redução do desmatamento em ambos os biomas. No caso da Amazônia, no entanto, não podemos deixar de considerar que houve um aumento em agosto e que esse aumento foi concentrado em um estado, o Pará”, disse o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

Cerrado registra segundo menor agosto

No Cerrado, a área sob alerta somou 238 km² em agosto, contra 294 km² no mesmo mês de 2025, queda de 18,9%. É o segundo menor resultado para agosto na série do Deter para o bioma, iniciada em 2018.

Entre junho e agosto, os alertas no Cerrado atingiram 1.150 km², ante 1.266 km² no mesmo trimestre de 2025, redução de 9,2%.

Mato Grosso ficou com 15,5% da área sob alerta no bioma em agosto, atrás do Maranhão (36,5%) e à frente do Tocantins (14,9%).

Colniza lidera ranking estadual

No acumulado de 12 meses até 11/9, Mato Grosso soma 755,99 km² sob alerta de desmatamento na Amazônia, segundo o painel TerraBrasilis, do Inpe. É a segunda maior área entre os estados, atrás do Pará (1.100,78 km²), em um total de 2.914,58 km² no bioma.

Colniza aparece em terceiro entre os municípios, com 105,19 km². Marcelândia (83,35 km²) e Nova Ubiratã (60,59 km²) também estão entre os dez com maior área sob alerta.

No Cerrado, no mesmo período, Mato Grosso soma 569,05 km², atrás de Maranhão (1.283,79 km²) e Tocantins (1.146,78 km²), em um total de 5.009,78 km². Campos de Júlio é o único município mato-grossense entre os dez primeiros, em oitavo, com 80,81 km².

Entre as áreas protegidas do bioma, a Área de Proteção Ambiental (APA) das Cabeceiras do Rio Cuiabá aparece em sexto, com 19,17 km² sob alerta.

Desmatamento atinge 1,8% dos imóveis rurais

Um cruzamento do Inpe entre o Prodes de 2025 e o Cadastro Ambiental Rural (CAR) apontou que 1,8% dos mais de 8 milhões de imóveis rurais cadastrados tiveram registro de desmatamento no ano, sem distinção entre supressão autorizada e ilegal. A Resolução CMN nº 5.303/2026 alinhou as regras do crédito rural ao Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Saiba mais

O que é o Deter? – O Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real) é operado pelo Inpe e identifica diariamente, por imagens de satélite, áreas com sinais de supressão da vegetação. Os alertas servem de apoio às ações de fiscalização em campo, mas não correspondem à taxa oficial anual de desmatamento, calculada por outro sistema do Inpe, o Prodes, que usa imagens de maior detalhe e consolida a área desmatada no período de agosto a julho.

 

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