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Desmate cai 38% na Amazônia e 15% no Cerrado no primeiro semestre

Desmate cai 38% na Amazônia e 15% no Cerrado no primeiro semestreFoto: Adriano Gambarini/WWF Brasil

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Por André Garcia

A área sob alertas de desmatamento no Cerrado no primeiro semestre de 2024 foi de 3.724 km², uma queda de 15% na comparação com os 4.396 km² registrados em 2023. Esta é a primeira vez que os números apresentam redução desde 2020, quando foi iniciada uma tendência de alta que chegou ao ápice no ano passado.

Na Amazônia, a redução foi 38% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quarta-feira, 4/7, pela titular do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva.

“O que estamos tendo como resultado nos dá conta e a esperança de que a gente vai poder sim alcançar o desmatamento zero. E espero que a gente consiga deixar o coeficiente necessário para dizer que, até 2026, se continuarmos com essa trajetória, alcançaremos o desmatamento zero”, disse a ministra.

A área sob alertas de desmatamento no bioma de agosto de 2023 a junho de 2024 (6.571 km²) teve aumento de 16% em relação ao intervalo anterior (5.735 km²).O resultado indica tendência de estabilização do desmatamento no bioma, após aumento de 43,6% em 2023 na comparação com 2022.

Ministras Marina Silva e Luciana Santos (MCTI) em entrevista coletiva para divulgação de dados do Inpe. Foto: MMA

De acordo com Marina, os dados são um resultado do plano de combate ao desmatamento lançado em novembro do ano passado, o que inclui, dentre outros, o cancelamento, suspensão e pendência do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Florestas Públicas Não-Destinadas e áreas privadas.

Amazônia

De acordo com o MMA, só no mês de junho houve queda de 31% de desmatamento na Amazônia (457 km², ante 663 km²). Os números são indicativos da taxa anual de desmatamento, medida sempre de agosto a julho por outro sistema do Inpe, o Prodes. Falta, portanto, um mês para o fechamento do ciclo.

O Prodes usa imagens de satélites mais precisos do que as usadas no Deter, que emite alertas diários para apoiar a fiscalização em campo realizada por Ibama e ICMBio.

“É uma tendência que está se configurando, ainda não está consolidada. É extremamente importante, porque a gente tinha o Cerrado em crescimento acelerado”, disse o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco.

Articulação e atividades produtivas sustentáveis

A estratégia do Governo Federal também foi voltada à articulação junto aos governadores dos estados do Cerrado e da Amazônia. Exemplo disso foi o lançamento do Programa União com Municípios pela redução do desmatamento e incêndios florestais, em abril, que resultou no repasse de R$ 600 milhões a 48 municípios.

Neste contexto, o Ministério também destacou o fortalecimento das atividades produtivas sustentáveis nos biomas, com a retomada do Programas de PSA e ATER do Floresta+ (R$500 milhões), Bolsa Verde (R$ 125 milhões); ampliação de concessões florestais em 878 mil ha e Apoio de R$ 60 milhões a pesquisas em biodiversidade, regeneração florestal e laboratórios satélites

“O pacto que fizemos com os municípios que mais desmatam entrou em uma segunda fase, que não é mais apenas ação de comando e controle, mas também com recursos do Fundo Amazônia que vamos começar a estabelecer uma dinâmica de regularização ambiental, de regularização fundiária, de projetos de desenvolvimento sustentável, que é a forma de fazer com que o desmatamento caia de forma consistente”, afirmou Marina.

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