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El Niño pode levar 2026 e 2027 a recordes históricos de calor

El Niño pode levar 2026 e 2027 a recordes históricos de calorNo Centro-Oeste, fenômeno traz ondas de calor. Foto: Saul-Schramm/Governo MS

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O clima global está prestes a passar por uma nova reviravolta. Meteorologistas confirmaram que o Oceano Pacífico Equatorial está aquecendo de forma constante, sinalizando a formação do fenômeno El Niño ainda em 2026.

A notícia surge após um 2025 marcado por uma “La Niña polêmica”. A controvérsia ocorreu porque órgãos internacionais, como a NOAA (dos EUA), mudaram a forma de calcular o fenômeno para tentar separar o que é variação natural do que é efeito do aquecimento global. Na prática, essa mudança de cálculo fez com que alguns períodos fossem chamados de “La Niña” sem que o clima se comportasse como tal, gerando debates entre cientistas.

O “El Niño Costeiro” já chegou

Embora a previsão oficial aponte uma fase de neutralidade (nem quente, nem frio) nos próximos meses, uma região específica já deu o sinal de largada. Próximo às costas do Peru e do Equador, o chamado El Niño Costeiro já é uma realidade, com águas 0,5°C acima da média.

Esse aquecimento precoce já está provocando chuvas muito acima do normal naquela região, um “cartão de visitas” clássico do fenômeno na América do Sul. A tendência é que esse aquecimento se espalhe por todo o oceano até o meio do ano.

O que esperar para o Brasil?

A previsão é que o El Niño esteja totalmente configurado entre maio e junho de 2026. Se as projeções de alta intensidade se confirmarem, o país deve se preparar para um cenário de extremos:

  • Sudeste e Centro-Oeste: Temperaturas mais altas e maior frequência de ondas de calor. No Mato Grosso do Sul, as chuvas também podem aumentar.
  • Norte e Nordeste: O cenário é de alerta. O El Niño costuma “cortar” as chuvas nessas regiões, provocando secas severas e aumentando drasticamente o risco de incêndios florestais na Amazônia.
  • Sul: Chuvas muito fortes e acima da média, o que pode favorecer a agricultura e a geração de energia, mas também traz riscos de enchentes.

Recordes de calor à vista

O impacto mais preocupante, no entanto, pode ser a temperatura. Especialistas acreditam que, somado ao aquecimento do planeta, este El Niño pode empurrar os termômetros para patamares nunca vistos.

“As previsões indicam um aquecimento persistente. Isso significa que tanto o próximo inverno quanto o verão de 2027 serão marcados por um calor fora do comum, possivelmente superando os recordes dos últimos anos”, aponta o relatório técnico.