O clima global está prestes a passar por uma nova reviravolta. Meteorologistas confirmaram que o Oceano Pacífico Equatorial está aquecendo de forma constante, sinalizando a formação do fenômeno El Niño ainda em 2026.
A notícia surge após um 2025 marcado por uma “La Niña polêmica”. A controvérsia ocorreu porque órgãos internacionais, como a NOAA (dos EUA), mudaram a forma de calcular o fenômeno para tentar separar o que é variação natural do que é efeito do aquecimento global. Na prática, essa mudança de cálculo fez com que alguns períodos fossem chamados de “La Niña” sem que o clima se comportasse como tal, gerando debates entre cientistas.
O “El Niño Costeiro” já chegou
Embora a previsão oficial aponte uma fase de neutralidade (nem quente, nem frio) nos próximos meses, uma região específica já deu o sinal de largada. Próximo às costas do Peru e do Equador, o chamado El Niño Costeiro já é uma realidade, com águas 0,5°C acima da média.
Esse aquecimento precoce já está provocando chuvas muito acima do normal naquela região, um “cartão de visitas” clássico do fenômeno na América do Sul. A tendência é que esse aquecimento se espalhe por todo o oceano até o meio do ano.
O que esperar para o Brasil?
A previsão é que o El Niño esteja totalmente configurado entre maio e junho de 2026. Se as projeções de alta intensidade se confirmarem, o país deve se preparar para um cenário de extremos:
- Sudeste e Centro-Oeste: Temperaturas mais altas e maior frequência de ondas de calor. No Mato Grosso do Sul, as chuvas também podem aumentar.
- Norte e Nordeste: O cenário é de alerta. O El Niño costuma “cortar” as chuvas nessas regiões, provocando secas severas e aumentando drasticamente o risco de incêndios florestais na Amazônia.
- Sul: Chuvas muito fortes e acima da média, o que pode favorecer a agricultura e a geração de energia, mas também traz riscos de enchentes.
Recordes de calor à vista
O impacto mais preocupante, no entanto, pode ser a temperatura. Especialistas acreditam que, somado ao aquecimento do planeta, este El Niño pode empurrar os termômetros para patamares nunca vistos.
“As previsões indicam um aquecimento persistente. Isso significa que tanto o próximo inverno quanto o verão de 2027 serão marcados por um calor fora do comum, possivelmente superando os recordes dos últimos anos”, aponta o relatório técnico.

