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Fevereiro já tem pior índice de alertas de desmatamento para o mês desde 2015

Fevereiro já tem pior índice de alertas de desmatamento para o mês desde 2015

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Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal registrados entre 1º e 17 de fevereiro já representam o pior índice para mês desde o início da série histórica, iniciada em 2015, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Foram desmatados 209 km2 no período, ante 199 km2 verificados em fevereiro de 2022 ano passado. O volume é quase do dobro da área desmatada em fevereiro de 2015, por exemplo, quando o sistema captou 115 km2 de devastação.

Os dados consolidados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do mês inteiro só serão divulgados no início de março, mas já possível registrar o recorde e afirmar que, entre os Estados, Mato Grosso lidera ranking com 129 km² desmatados, seguido de Pará (34 km²) e Amazonas (23 km²).

A Amazônia Legal é uma área que corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a totalidade de oito estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – e parte do Estado do Maranhão.

Forte queda em janeiro

Em janeiro, o Inpe registrou uma redução de 61% na área agregada de desmatamento na Amazônia Legal, em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. Foi a quarta menor marca para o mês na série histórica detectada pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real(Deter) desde 2015, quando o levantamento começou. Os dados preliminares foram divulgados nesta sexta-feira, 10/2, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Meta do governo

Na semana passada, em entrevista ao Estadão, o novo presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que a meta do governo é reduzir, pela metade, o índice de desmatamento verificado no ano anterior.

Agostinho disse que o Ibama voltou a atuar, após anos de paralisação durante a gestão Jair Bolsonaro (PL), mas é preciso recuperar a estrutura do órgão, que foi esvaziada. O Ibama já chegou a ter 2 mil fiscais em campo. Atualmente, conta com menos de 350 agentes para fiscalizar o Brasil inteiro.

O trabalho de proteção e fiscalização ambiental, disse o novo presidente do Ibama, deve contar não apenas com recursos da União, mas também do Fundo Amazônia e outros órgãos que voltaram a bater na porta do órgão, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Global para o Meio Ambiente, (GEF, na sigla em inglês), um dos maiores financiadores de projetos ambientais do mundo.