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Floresta Viva ganha primeiro aporte de empresa privada

Floresta Viva ganha primeiro aporte de empresa privadaGrupo Heineken vai destinar R$ 5 milhões ao projeto. Foto: Agência Brasil

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Resumo

  • O Grupo Heineken assinou um protocolo de intenções para destinar R$ 5 milhões à segunda fase do programa Floresta Viva, gerido pelo BNDES.
  • O montante financiará ações de restauração ecológica com plantas nativas e implantação de sistemas agroflorestais.
  • A edição atual do programa (Floresta Viva 2) possui R$ 100 milhões do BNDES e busca atingir R$ 250 milhões por meio de coinvestimentos.
  • Além de créditos de carbono, a nova etapa prevê a emissão de créditos de biodiversidade e capacitação para comunidades tradicionais.
  • : A primeira fase do programa mobilizou R$ 470 milhões, somando aportes do banco público e de parceiros, com foco na recuperação de 15 mil hectares.

O Grupo Heineken fechou um acordo de intenções com o BNDES para injetar R$ 5 milhões na iniciativa Floresta Viva. Com o aporte, a cervejaria se tornou a primeira empresa privada a aderir à segunda fase do programa (edição 2025), que apoia projetos de

O Floresta Viva funciona por meio de matchfunding: o BNDES aporta recursos não reembolsáveis na mesma proporção dos investimentos feitos pelos parceiros institucionais. Na atual etapa, o banco disponibilizou R$ 100 milhões e tenta atrair parceiros para atingir o teto de R$ 250 milhões.

Além da Heineken, participam desta fase o Banco do Nordeste (R$ 50 milhões), o Governo de Sergipe (R$ 50 milhões), o Governo do Piauí (R$ 78 milhões) e a Prefeitura do Rio de Janeiro (R$ 5 milhões).

Mudanças e novas regras regulatórias

Diferente do modelo inicial, a nova fase do programa incluiu a possibilidade de os projetos emitirem créditos de biodiversidade, somando-se aos mercados de créditos de carbono já previstos anteriormente. Houve também a abertura de uma linha de capacitação técnica voltada a organizações de povos indígenas e comunidades tradicionais, permitindo a disputa em editais específicos para restaurações de menor porte.

Os projetos selecionados por chamadas públicas poderão atuar em cinco biomas brasileiros: Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica.Cerrado, Panta

“A restauração ecológica é uma das grandes oportunidades do Brasil na agenda climática. Com o Floresta Viva, o BNDES mostra que é possível mobilizar recursos públicos e privados para recuperar áreas degradadas, fortalecer cadeias produtivas, gerar empregos verdes e proteger nossos biomas. A adesão da Heineken Brasil reforça a confiança do setor privado nessa agenda e amplia a capacidade do país de transformar restauração em desenvolvimento sustentável”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

De acordo com o banco, o Floresta Viva faz parte de um guarda-chuva maior de ativos, o BNDES Florestas, que soma R$ 8,2 bilhões em contratos reembolsáveis e não reembolsáveis direcionados à bioeconomia.

Balanço da primeira fase

A primeira rodada do Floresta Viva movimentou R$ 470 milhões divididos igualmente entre o banco e investidores. A carteira consolidou 17 editais com a meta de recuperar 15 mil hectares no país. Até o momento, 53 projetos foram contratados de forma direta, englobando 56 unidades de conservação e 13 terras indígenas espalhadas por 128 municípios.

A Heineken já participava da primeira etapa do fundo com outros R$ 5 milhões. O lote anterior foi direcionado a projetos na Mata Atlântica e em áreas de transição da Caatinga que impactam a bacia de recarga do Aquífero Beberibe, em Pernambuco, cujo edital encerrou as inscrições em março.

“A gestão responsável dos recursos naturais, especialmente da água, é um pilar do nosso negócio. A parceria com o BNDES no Floresta Viva amplia o impacto das nossas iniciativas e reitera o papel do setor privado na construção de soluções baseadas na natureza que conciliem conservação ambiental, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico.” afirma Rafael Rizzi, diretor de Transformação do Grupo Heineken.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Floresta Viva mostra que a restauração ecológica é uma agenda concreta de desenvolvimento sustentável.

“Ao reunir empresas, governos e organizações executoras, o BNDES consegue ampliar escala, recuperar áreas degradadas, proteger recursos hídricos e fortalecer uma cadeia produtiva que gera trabalho, renda e benefícios ambientais para o país. A entrada da Heineken Brasil nesta nova fase reforça a importância da participação do setor privado na agenda climática e de biodiversidade”, disse.