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País tem tem áreas que já estão até 3°C mais quentes, diz Inpe

País tem tem áreas que já estão até 3°C mais quentes, diz InpeCalorão também traz riscos para saúde e economia. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

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O que podemos esperar sobre os impactos do calor extremo?

De acordo com uma análise do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), algumas regiões do Brasil estão enfrentando um aumento nas temperaturas máximas, chegando a estar até 3°C mais quentes do que na década de 1960.  Norte e Nordeste apresentam uma concentração elevada de áreas com significativo crescimento da tendência de temperatura máxima. No mapa criado pelo instituto, partes do Centro-Oeste tiveram  aumento na tendência da elevação da temperaturas. As informações são da Folha de S. Paulo.

Nos últimos anos, o Pantanal tem enfrentado secas e incêndios devastadores, além de perdas significativas em sua superfície d’água, conforme registrado pelo MapBiomas Água.  Os riscos da situação piorar, como mostramos no Gigante 163, são grandes. O Acordo de Paris estabelece a meta de limitar o aumento da temperatura média global a 2°C em relação ao período pré-industrial, com preferência por um limite de até 1,5°C. Atualmente, o aumento já atingiu 1,1°C globalmente.

Impactos

O aumento de temperatura causado principalmente pelas emissões de gases de efeito estufa provenientes da atividade humana não tem impacto apenas na elevação da temperatura em si. Ele acarreta uma série de problemas sociais, de saúde, ambientais e econômicos interconectados.

O calor extremo, por exemplo, pode resultar em aumento da mortalidade, especialmente entre grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde. As ondas de calor já estão causando mortes e são uma realidade atual.

O aumento das temperaturas globais representa riscos para os sistemas de saúde, causando estresse térmico em pacientes e colocando em perigo a infraestrutura médica. Isso pode sobrecarregar os serviços de saúde e agravar problemas especialmente em áreas com infraestrutura precária.

Na economia, estudos indicam que a falta de ações efetivas para reduzir as emissões de gases estufa poderá resultar em consequências negativas, como a possibilidade de rebaixamento das notas de crédito soberano em várias nações. Isso, por sua vez, poderia levar ao aumento dos custos da dívida e impactar a estabilidade econômica de diversos países.