HomeEcologiaEconomia

PF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal

PF inaugura laboratório para combater garimpo ilegalFoto: Polícia Federal

MT tem primeiro café produzido só por mulheres na Amazônia
Maioria no Estado, negros ainda precisam de programas de inclusão social e geração de renda
El Niño pode causar perdas de R$ 33 bi na soja

Resumo

  • A Polícia Federal inaugurou em Brasília o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, focado em identificar o “DNA do ouro”.
  • A nova tecnologia analisa características geoquímicas e isotópicas para cruzar o ouro apreendido com o banco de dados das jazidas brasileiras.
  • A iniciativa integra o Programa Ouro Alvo, que recebeu R$ 49,7 milhões para estruturar o laboratório no Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF.
  • O foco do programa é avançar sobre o poder econômico que financia o garimpo clandestino e a extração irregular na Amazônia Legal.
  • O projeto faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), que destina R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia (gerido pelo BNDES) para ações de inteligência e segurança.
  • O Plano Amas é dividido em quatro eixos de atuação, cobrindo reforço operacional e equipamentos para a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e forças policiais estaduais dos nove estados da Amazônia Legal.
  • Lideranças do BNDES, Ministério do Meio Ambiente e Polícia Federal destacaram que a inteligência científica e a integração institucional fortalecem a fiscalização e sufocam o comércio ilícito.

A Polícia Federal (PF) inaugurou, nesta terça-feira, 3/11, o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, em Brasília. A nova estrutura permitirá determinar o “DNA do ouro” por meio da análise de características geoquímicas e isotópicas do minério, criando um banco de dados de referência das jazidas brasileiras para comparar com amostras de ouro apreendido em fiscalizações.

A iniciativa faz parte do Programa Ouro Alvo, voltado para sufocar financeiramente o garimpo irregular e coibir a extração clandestina na Amazônia Legal. O projeto recebe um aporte direto de R$ 49,7 milhões para a estruturação do laboratório no Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF.

“Esse laboratório será um marco importante no combate ao garimpo ilegal na Amazônia. Precisamos ir além das operações pontuais e alcançar o poder econômico que financia essas atividades criminosas. Com ciência, tecnologia e integração das políticas públicas, poderemos atuar de forma mais efetiva, protegendo não apenas o meio ambiente, mas também a saúde e a vida das populações indígenas e ribeirinhas”, afirmou Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O investimento no laboratório integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), iniciativa que soma R$ 318,5 milhões em repasses do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O Plano Amas visa restabelecer a presença do Estado e combater as redes que financiam crimes na Amazônia Legal, dividindo sua estrutura em quatro frentes operacionais:

  • Polícia Federal (Eixo 1): Estruturação do Programa Ouro Alvo, implantação do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), aquisição de lanchas blindadas, duas aeronaves próprias e locação de helicópteros de médio porte.
  • Polícia Rodoviária Federal (Eixo 2): Construção de bases operacionais em quatro estados, compra de 72 viaturas, comunicação via satélite, computadores e 27 drones.
  • Força Nacional de Segurança Pública (Eixo 3): Aparelhamento da Companhia de Operações Ambientais (COA), sediada em Manaus, com 19 viaturas, três lanchas blindadas, 11 drones e 100 kits de proteção balística.
  • Forças Estaduais de Segurança (Eixo 4): Reforço operacional e aerotático para as polícias civis, militares, bombeiros e peritos dos nove estados da Amazônia Legal (AC, AP, AM, MA, MT, PA, RO, RR e TO).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a identificação da origem do mineral fortalece as ferramentas de fiscalização e combate ao comércio ilícito.

O diretor da Amazônia e Meio Ambiente, Humberto Freire de Barros, destacou que a união entre inteligência científica e articulação institucional consolida avanços operacionais contínuos no enfrentamento aos crimes na região.