A Agrishow 2026 encerrou sua edição em Ribeirão Preto consolidando-se como o epicentro da inovação no agronegócio, ao atrair um público de 197 mil visitantes em uma área de 520 mil metros quadrados. O evento, que reuniu mais de 800 expositores, movimentou R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios, reafirmando sua importância econômica mesmo diante de um cenário de desafios globais.
Para além dos números, a feira se destacou por uma programação que equilibrou demonstrações tecnológicas de ponta com a valorização das raízes do campo, oferecendo desde máquinas que “dançaram” em apresentações de agilidade até um pavilhão dedicado à cultura regional, com a venda de queijos, doces e vinhos artesanais.
No campo da inovação, o foco desta edição foi a automação extrema e a eficiência operacional. Máquinas autônomas e sistemas de pulverização inteligente roubaram a cena, apresentando soluções que utilizam inteligência artificial para identificar ervas daninhas e aplicar defensivos apenas onde é necessário.
Essa tecnologia de precisão, que inclui drones e robôs capazes de operar de forma contínua, foi apontada como um pilar para a redução de custos e otimização de recursos.
Segundo os organizadores, a feira mostrou que a conectividade agora integra toda a cadeia produtiva, atendendo desde o pequeno agricultor familiar até os grandes grupos do setor, permitindo que as propriedades se tornem mais resilientes frente às variações climáticas.
A experiência dos visitantes foi marcada por essa dualidade entre o futuro digital e a tradição rural. Enquanto as arenas de tecnologia exibiam softwares que ajudam na tomada de decisão em tempo real, os corredores da feira celebravam a identidade do produtor.
Iniciativas como o Agrishow Pra Elas também reforçaram o papel crescente das mulheres no setor, discutindo gestão e sucessão familiar.
Ao fim dos cinco dias de evento, o Agrishow 2026 deixou claro que o futuro da produção de alimentos no Brasil passa obrigatoriamente pela união entre a alta tecnologia das máquinas autônomas e a preservação da riqueza cultural que move o cotidiano do campo.

