HomeEconomia

Medida Provisória de socorro a agronegócio pode liberar R$ 1,2 bilhão

Medida Provisória de socorro a agronegócio pode liberar R$ 1,2 bilhãoSeca e enchentes prejudicaram agronegócio em alguns Estados. Foto: Agência Brasil

Alta dos preços do agro impulsiona recorde de exportações em junho
Conflito no leste europeu pode agravar inflação no Brasil
Contrato baseado em soja brasileira já está disponível

Na quinta-feira, 10/3, a ministra de Agricultura Tereza Cristina informou que, na próxima semana, será publicada uma Medida Provisória (MP) para socorrer o agronegócio brasileiro. Conforme reportado pela CNN, o valor a ser concedido será de R$ 1,2 bilhão em crédito extraordinário “para fortalecer o agronegócio em áreas afetadas tanto por enchentes quanto por estiagem” ocorridas em alguns Estados há alguns meses. O Canal Rural diz  que os recursos servirão para rebate de parcelas do Pronaf (sem cobertura do Proagro ou seguro agrícola) dos produtores afetados.

Enquanto Guedes pretende formalizar a liberação do crédito por meio de uma MP, políticos da bancada agro preferem seguir o caminho de aprovar o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 1/2022, que se encontra em tramitação no Senado Federal.  A IstoÉ Dinheiro diz que, caso o PL seja aprovado, o compromisso firmado com o ministro da economia pode chegar a R$ 4 bilhões ao longo do ano, a depender da necessidade. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) explica que os recursos, nesse caso, seriam parcelados e remanejados de outras pastas. Para isso, o PL promete o destravamento de R$ 1,686 bilhão para linhas do Plano Safra e deve entrar na pauta do Congresso Nacional na próxima quinta-feira, 17/03.

Além disso, Guedes também estuda maneiras de reduzir o frete marítimo, para minimizar efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia. “O projeto teria como foco o setor de fertilizantes, em uma espécie de estímulo para busca de novos mercados”, aponta a matéria da IstoÉ.

“Começamos a normalizar o crédito rural, que é exatamente o que o produtor precisa neste momento”, diz Heinze em matéria do Canal Rural.