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Novo sistema vai rastrear uso de antimicrobianos

Novo sistema vai rastrear uso de  antimicrobianosA exigência europeia passa a valer em 3 de setembro. Foto: CNA

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Resumo

  • Novo sistema de controle: O Ministério da Agricultura inicia em 1º de julho um modelo de rastreabilidade de antimicrobianos na pecuária para atender exigências da União Europeia.
  • A exigência europeia passa a valer em 3 de setembro de 2026, e os animais não podem ter recebido esses medicamentos em nenhuma etapa da vida.
  • O Brasil será retirado da lista de exportadores autorizados de produtos de origem animal caso não comprove a adequação às normas.
  • O principal desafio técnico no campo é encontrar um substituto para esse aditivo alimentar de engorda, que é proibido pelo bloco europeu.
  • A Comissão Europeia afirma que as regras vigoram desde 2023 e enviará uma missão técnica ao Brasil no segundo semestre deste ano para avaliar os avanços. 

     

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai implementar, a partir do dia 1º de julho, um novo sistema de rastreabilidade e fiscalização focado no uso de antimicrobianos na pecuária. A medida visa monitorar o ciclo completo de vida dos animais para cumprir as exigências da União Europeia, que recusou as propostas anteriores de transição apresentadas pelo governo brasileiro.

Pelas novas diretrizes de Bruxelas, o gado destinado ao mercado europeu não pode ter recebido esse tipo de medicamento em nenhuma fase da vida. Caso o Brasil não comprove o cumprimento da norma, será excluído da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco, a partir de 3 de setembro

Para os pecuaristas que desejam manter o comércio com o mercado europeu, a adesão a esse protocolo tornou-se indispensável. O sistema de certificação exige o envolvimento de organismos certificadores credenciados, o desenvolvimento de planos sanitários e nutricionais específicos, além de um monitoramento rigoroso sobre o histórico de medicamentos aplicados nos rebanhos.

Um dos maiores entraves técnicos apontados pelos produtores é a necessidade de substituir a monensina, um aditivo alimentar comum na pecuária brasileira para ganho de peso bovino, mas que é vetado pelas regras europeias.

Em nota, a Comissão Europeia informou que continua negociando com o Brasil, mas ressaltou que as regras que restringem o uso de antimicrobianos foram definidas em 2023 e que os países exportadores tiveram tempo suficiente para se adequar.

Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura para atender às exigências do bloco e que uma missão técnica europeia deve visitar o Brasil no segundo semestre para avaliar os avanços e concluir o processo de habilitação.

Fonte: Globo Rural