Resumo
- A jabuticaba garantiu o 19º lugar na lista das 100 melhores frutas do mundo do guia Taste Atlas, com nota 4,3 de um máximo de 5.
- O destaque internacional joga atenção sobre o município de Hidrolândia, na região metropolitana de Goiânia, considerado o maior produtor da fruta.
- A região conta com mais de 120 propriedades cadastradas e cerca de 67 mil pés, gerando uma colheita que passa de 2 mil toneladas por safra.
- Além da venda tradicional, produtores goianos lucram com o turismo rural nas fazendas e a produção de doces, geleias e licores.
- O levantamento internacional também citou de passagem outras duas frutas brasileiras: o açaí e o guaraná.
A jabuticaba conseguiu um espaço de destaque no mercado gastronômico internacional. A fruta de origem brasileira ficou na 19ª posição no ranking das 100 melhores frutas do mundo, elaborado pelo guia Taste Atlas. Avaliada com a nota 4,3 por usuários da plataforma, ela apareceu como a representante do Brasil mais bem posicionada na lista — que também mencionou o açaí e o guaraná, e teve um morango polonês no topo.
Apesar de não liderar o ranking global, a boa colocação da fruta ajuda a dar visibilidade para o trabalho no campo, que tem no Cerrado goiano a sua principal força de cultivo. O município de Hidrolândia, na região metropolitana de Goiânia, é reconhecido como o maior produtor de jabuticaba. O que começou na década de 1940 como uma atividade familiar transformou-se em um polo econômico local que hoje soma cerca de 67 mil árvores frutíferas e entrega mais de 2 mil toneladas a cada safra.
O principal ponto dessa cadeia produtiva fica no distrito de Nova Fátima, onde está localizada a Fazenda Jabuticabal, que concentra sozinha 42 mil pés da fruta. O cultivo movimentou a economia da região e hoje a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO) acompanha mais de 120 propriedades locais que vivem da atividade.
Para rentabilizar o negócio, os produtores goianos apostam no turismo rural. Durante a temporada de colheita, as fazendas abrem as portas para visitantes que pagam para colher a fruta direto do pé. O excedente que não é consumido fresco é direcionado para as pequenas agroindústrias da região, sendo transformado em vinhos artesanais, licores, doces e geleias, o que garante o faturamento das propriedades mesmo fora da época de safra.

