HomeEcologia

Estados têm 30 dias para definir áreas de combate ao fogo

Estados têm 30 dias para definir áreas de combate ao fogo

Ministério anuncia medidas para conter violência contra indígenas
Carrefour vende carne de regiões desmatadas da Amazônia Legal
Avanço do garimpo ilegal na Amazônia se dá pela omissão de instituições

Resumo 

  • Estados e Distrito Federal têm 30 dias para indicar ao governo federal suas áreas prioritárias para combater e prevenir incêndios florestais.
  • A urgência da medida atende a alertas meteorológicos (de órgãos como Inpe, Inmet e Cemaden) que preveem um El Niño de forte intensidade e o avanço do fogo entre o final deste ano e o próximo ano.
  • Além do mapeamento, governos estaduais deverão aprovar planos de manejo integrado do fogo e regras preventivas para imóveis rurais; municípios também devem aderir às normas.
  • A recomendação, editada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, busca alinhar os planejamentos regionais a acordos vigentes, a exemplo do pacto de proteção à Amazônia e ao Pantanal.

Diante da consolidação de um El Niño de forte intensidade e do risco de queimadas mais severas nos próximos meses, o governo federal estipulou um prazo de 30 dias para que os estados e o Distrito Federal mapeiem e notifiquem suas regiões prioritárias para o enfrentamento de incêndios florestais.

Segundo o Valor, a determinação consta em uma recomendação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, chancelada por João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima e presidente do colegiado. O documento foi veiculado no Diário Oficial da União (DOU).

A diretriz estabelece que as gestões estaduais e do DF precisam aprovar planos específicos de manejo do fogo, além de regulamentar ações preventivas e de preparação voltadas a propriedades rurais, respeitando as características de cada ecossistema. No âmbito municipal, as prefeituras devem aplicar as mesmas orientações dentro de suas respectivas atribuições legais.

A decisão foi motivada por projeções de centros climáticos globais que alertam para a chegada de um El Niño severo. O fenômeno deve elevar o risco de grandes incêndios em diversas partes do Brasil entre o final deste ano e o decorrer do próximo ano.

O comitê fundamentou o prazo com base em debates promovidos pelo ministério junto a órgãos governamentais de meteorologia, além de relatórios técnicos emitidos em abril e maio por entidades de peso, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).

A portaria reforça também o papel da cooperação mútua entre a União e os estados, mencionando estratégias já em andamento, como o “Pacto Interfederativo para o combate aos incêndios no Pantanal e Amazônia” e os “Planos de Ação Integrados para Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais”.