Resumo
- O plantio de setembro reforça a escolha da semente como o fator determinante para o desempenho da safra e resultado de décadas de melhoramento genético.
- Na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) consolidou-se como um importante polo produtor e fornecedor de sementes de soja, algodão, milho, sorgo e forrageiras.
- Segundo a Conab, ciclo 2025/26 é estimado em 360,8 milhões de toneladas de grãos (alta de 2,4%), com área cultivada de 83,5 milhões de hectares.
- A soja deve atingir 180,5 milhões de toneladas em 48,6 milhões de hectares, enquanto a produção de algodão é estimada em 4,1 milhões de toneladas de pluma.
- A semente atua como o primeiro elo da cadeia produtiva, trazendo características genéticas desenvolvidas para garantir resistência, produtividade e adaptação regional.
Enquanto o produtor rural intensifica os preparativos para o início do plantio da soja, neste mês de setembro, uma decisão tomada antes mesmo da semeadura pode determinar boa parte do desempenho da próxima safra: a escolha da semente. É nela que começa a materialização de décadas de pesquisa, melhoramento genético, tecnologia e conhecimento desenvolvidos para levar ao campo materiais cada vez mais adaptados, produtivos e eficientes.
No Matopiba, região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, essa cadeia ganhou dimensão estratégica. Reconhecido como uma das principais fronteiras agrícolas do País, o território também se consolidou como importante polo produtor de sementes de soja, algodão, milho, sorgo e espécies forrageiras, abastecendo tanto os produtores locais quanto outras regiões agrícolas brasileiras.
“A semente é o principal investimento tecnológico que chega ao campo. O valor deste importante insumo, representa menos de 10% do custo total da lavoura, mas é determinante para o sucesso dos demais investimentos que representam 90% do custo de produção. Quando o produtor escolhe uma semente, ele está escolhendo genética e tecnologia, que serão fundamentais para o desempenho daquela safra. Quanto mais sofisticada e competitiva se torna a nossa agricultura, maior é a responsabilidade de toda a cadeia sementeira”, afirma Celito Missio, presidente da Associação dos Produtores de Sementes dos Estados do Matopiba (Aprosem).
O protagonismo das sementes acompanha o avanço da produção nacional. De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 está estimada em 360,8 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 2,4% em relação ao ciclo anterior.
A área cultivada deve alcançar 83,5 milhões de hectares, dos quais 48,6 milhões foram destinados à soja. A produção da oleaginosa deve chegar a 180,5 milhões de toneladas, enquanto o algodão está estimado em 4,1 milhões de toneladas de pluma.
Por trás desses números recordes, existe uma cadeia tecnológica que começa muito antes de a lavoura chegar ao campo. A semente é o primeiro elo desse processo e carrega em seu material genético características desenvolvidas e selecionadas pela pesquisa para responder às condições de cada região, como produtividade, adaptação, resistência e qualidade.

