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A importância da representatividade feminina no agronegócio

A importância da representatividade feminina no agronegócio

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A Rede UMA é formada por mulheres protagonistas do campo que têm como pilares básicos a busca da representatividade, da união e do empreendedorismo, estando unidas em torno do mesmo objetivo: Fortalecer cada vez mais o setor feminino agropecuário brasileiro para que ele seja reconhecido e respeitado com o devido merecimento.

A importância da representatividade de um segmento em um setor reflete-se na sua influência, na sua força de negociação e no seu posicionamento.

As Mulheres do Agro representam um número crescente e cada vez mais simbólico no seu universo produtivo. Em boa parte, quem tem gerado este aumento cada vez maior da produtividade feminina no campo é o processo de sucessão familiar. Cada uma vivendo sua própria história de vida, cada caso um caso. Mas, todas se tornando protagonistas de um dos pilares do PIB brasileiro.

Mas, onde estão estas mulheres? Quem são elas? Onde vivem? É em busca da união delas que a Rede UMA se põe a caminho, para localizá-las, nominá-las e, principalmente, contar suas histórias. É preciso unir esforços para aumentar a representatividade da Mulher do Agro. Por isso, o símbolo da Rede é o Girassol, no sentido de serem elas mesmas luz e energia umas para as outras, assim como essa bela flor busca o calor e a luz do sol.

De onde surgiu a Rede UMA

UMA significa União das Mulheres do Agro. Este nome é autoexplicativo, mas também traz consigo três histórias muito significativas. Muita coisa mudou desde o começo destas histórias. Tudo se expandiu.

A primeira história é a de três mulheres do Agro, uma mãe e duas filhas que, subitamente, viram-se diante da situação de assumir a gestão de sua propriedade rural produtora de soja em Mineiros (GO), pois o patriarca infelizmente havia falecido. Uma passagem forte, um caso de sucessão que acabou por colocar, com sucesso, Dona Clélia Steinmetz e suas duas filhas, Adriane e Cristiane, como protagonistas na agroindústria regional.

A segunda história é a do Grupo Mulheres do Agro de Mineiros, fundado por elas, que se tornou conhecido nacionalmente e conta, atualmente, com mais de 200 participantes, sendo a grande maioria da própria cidade ou da região. O grupo desenvolve diversas atividades presenciais, como participações em eventos, palestras e seminários, além de desenvolver uma atuação social consistente.

A terceira história é a dos muitos grupos de mulheres ligadas ao universo do Agro espalhadas por todo o Brasil, não apenas em propriedades rurais, mas também em cooperativas, comércios, indústrias e nos mais diversos segmentos abrangidos pelas atividades do campo, tanto em pequenas quanto em médias e grandes cidades. O grupo Mulheres do Agro de Mineiros é apenas mais um dentre tantos outros existentes. Como conectar toda esta diversidade? É aqui que entra o conceito de atuar em Rede.

Representatividade em rede

Rede Social é um fenômeno do ser humano vivendo em sociedade e surgiu muito antes das atuais redes digitais. Somos seres sociais e nossas redes se interligam, expandem-se, interconectam-se e se alimentam. Os mecanismos virtuais como Instagram, Facebook e WhatsApp potencializaram este processo e tudo passou a crescer de forma exponencial. A conexão entre os grupos precisava ser em rede e, mais uma vez, as irmãs Steinmetz deram um passo adiante. Era preciso aumentar a representatividade dos grupos.

Ocorre que, nos processos descritos, as duas irmãs também se tornaram influenciadoras digitais. Cristiane, que é advogada, atua muito em Instagram e, também, é um talento no interpessoal. Adriane, que é jornalista, tornou-se Coach, desenvolveu o conceito de agrocoaching e atua forte como digital influencer de projetos nacionais, como é o caso do Conexão Bayer Mulheres. Foram muitas palestras, seminários, congressos, mediações e dezenas de cidades visitadas. O real e o virtual uniram-se e conectar tudo isso em rede passou a ser fundamental para trabalhar o que agora se tornou missão: Proporcionar o surgimento de uma Rede que seja nacional e canalize a atuação de todo este protagonismo feminino das Mulheres do Agro.

Como a representatividade das duas irmãs crescia, ambas procuraram compartilhar esta experiência. Assim, surgiu a proposta objetiva de fundar um site (umaportodas.com.br) que tem a proposta de canalizar toda esta interação, oferecendo também informação, palestras e cursos para as mulheres e grupos cadastrados. Neste processo, também surge a oportunidade de cadastrar quem são estas pessoas, onde estão e o que fazem, para que se possa coordenar ações coletivas, intergrupais e com foco no protagonismo feminino no Agro.

Quando se fala em Rede, não se fala em hierarquia, mas sim em relacionamento. Por isso, a Rede UMA não surge como associação, ONG, ou qualquer outra entidade jurídica de Terceiro Setor. A Rede é um mecanismo aberto e interativo. O site umaportodas, porém, funciona como mantenedor das atividades da Rede UMA, uma atividade empreendedora, moderna e leve. Um jeito feminino e diferente de fazer com que aquilo o que sonha possa ser real.

O convite é de fazermos, juntas, um sonho se tornar realidade. E o sonho é de interconectar, de forma harmônica e produtiva, todas estas mulheres maravilhosas que protagonizam o jeito feminino de fazer o Agro do Brasil. Através do empreendedorismo estamos aumentando a representatividade da Mulher do Agro no Brasil.