HomeTecnologiaDia do Meio Ambiente

Agrishow: Robô promete reduzir gastos com insumos

Agrishow: Robô promete reduzir gastos com insumosRobô é movido a energia solar e guiado por Inteligência Artificial. Foto Solinftec

Protótipo de picape movida a biometano é atração na Agrishow
Suspensa desde 2019, Agrishow espera faturamento recorde em 2022
Na Agrishow, setor cobra divulgação de histórico ‘sustentável’ do agro

Imagine um vigia que nunca dorme, não precisa de combustível e conhece cada centímetro da sua plantação. A Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola do País, que acontece em Ribeirão Preto (SP), apresentou um exemplar do tipo: os robôs autônomos. Movidos a energia solar e guiados por Inteligência Artificial, eles deixaram de ser apenas máquinas de passagem para se tornarem residentes fixos das lavouras de soja, milho, algodão e cana, transformando o monitoramento agrícola em uma vigilância incansável e de ultraprecisão.  As informações são do g1.

“Hoje, a gente sai de uma agricultura de precisão para uma agricultura autônoma. Nós chamamos essa máquina popularmente de robô, mas é uma Inteligência Artificial física, responsável não só por entender todo o cenário que acontece no campo, mas também agir. Essa é a grande disrupção, que é conseguir entender, analisar, tomar as melhores decisões e agir”, explicou Léo Carvalho, diretor de estratégia global da Solinftec, essa é a verdadeira

A nova geração de máquinas — que ganhou dois novos integrantes na feira — traz uma proposta radical: elas “vivem” no campo 24 horas por dia. Graças ao painel solar, o robô monitora a área continuamente e envia dados em tempo real.

Isso permite que uma fazenda de 200 hectares seja monitorada com a lupa de quem cuida de 2 mil pequenos canteiros, garantindo uma visão planta por planta.

“Eles moram no campo. Isso permite constantemente capturar informações e atingir a necessidade em tempo real. Esse conceito traz autonomia e liberdade para o produtor para que ele possa tomar decisões mais rapidamente”, afirma Carvalho.

Com essa presença fixa, qualquer invasão de pragas, ervas daninhas ou falhas no plantio é detectada no ato, antes que o prejuízo se espalhe.

Menos herbicida, mais lucro

Um dos maiores trunfos da tecnologia é a “visão” do robô. Através de câmeras e inteligência computacional, ele sabe diferenciar exatamente o que é plantação e o que é mato. O resultado? O veneno é aplicado com precisão cirúrgica, apenas onde é necessário, protegendo o bolso do produtor e a saúde do solo.

“O produtor precisa de alguma forma conseguir produzir mais com menos insumos, menos tempo e menos gasto de energia. Os nossos robôs fazem essa aplicação localizada, reduzindo o uso de insumos de uma forma sustentável, já que hoje a sustentabilidade é um grande diferencial”, explica o diretor.

Tecnologia que se paga

Além de ser “ecologicamente correto”, o sistema foi desenhado para ser um investimento de retorno veloz. Com operação simplificada e baixa necessidade de assistência técnica, o objetivo é que a máquina mostre seu valor direto no fluxo de caixa da fazenda.

“A gente trabalha com a lógica de payback em até um ano ou um ano e meio. Hoje, o produtor só investe em tecnologia se ele vê resultado claro”, esclarece Carvalho.

Unindo robótica de ponta e energia limpa, o agro brasileiro sinaliza que o futuro da produtividade não depende de aumentar a terra, mas de levar a inteligência para dentro da porteira — e deixá-la morar lá.