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Desastres meteorológicos geram prejuízo de R$ 215,5 bi ao Brasil, diz OMM

Desastres meteorológicos geram prejuízo de R$ 215,5 bi ao Brasil, diz OMM

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Desastres hídricos ou relacionados ao tempo e ao clima ocorreram praticamente todos os dias, nos últimos 50 anos, matando em média 115 pessoas diariamente. Cerca de 11 mil desastres do tipo pelo mundo causaram mais de 2 milhões de mortes e geraram perdas de US$ 3,64 trilhões em cinco décadas.

No Brasil, o prejuízo causado por fenômenos meteorológicos foi da ordem de US$ 41,7 bilhões, ou R$ 215,5 bilhões, de acordo com o atlas lançado pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, nesta quarta-feira, 1/9, englobando o período de 1970 a 2019.

O valor brasileiro representa 40% dos prejuízos ocorridos na América do Sul nos últimos 50 anos, sendo que na última década, as perdas chegaram a US$ 3 bilhões em média por ano na região, o dobro da década anterior (2000-2009), conforme registra o jornal Valor.

Como temos dito neste espaço, as mudanças climáticas são um dos principais obstáculos para o futuro do agronegócio em Mato Grosso, com previsão de ocorrência de extremos de estiagem e chuvas.

É sabido e estudado o esforço que o produtor de Mato Grosso tem feito ao longo de décadas para se manter na posição de gigante do setor, saltando vários obstáculos, inclusive, naturais.

Mas, atualmente, empresas e associações já se manifestaram sobre os efeitos climáticos sobre nossa terra a partir do relatório do Painel Intergovernamental sobre o Clima da ONU (IPCC), que apontou um ritmo de aquecimento acelerado no planeta, com consequências também para o setor produtivo. Os representantes reconheceram a gravidade do cenário apresentado e detalharam ações necessárias a serem tomadas para mitigar a previsão.

Segundo a OMM, o documento é o mais abrangente já feito. 91% das mortes por eventos climáticos entre 1970 e 2019 ocorreram em países em desenvolvimento. De acordo com o levantamento de cinco décadas, os desastres naturais equivaleram a 50% de todos os desastres, 45% de todas as mortes reportadas no período e 74% de todas as perdas econômicas.

Dos dez maiores tipos de desastres documentados no relatório, as secas se provaram o mais mortal durante o período, causando 650 mil mortes. Em segundo lugar, tempestades causaram 577 mil mortes, seguidas de enchentes, que tiraram 58,7 mil vidas, e eventos de temperatura extrema, durante os quais 55,7 mil pessoas morreram.

Enquanto isso, as perdas econômicas aumentaram sete vezes no período de 50 anos, indo de uma média de US$ 49 milhões a estarrecedores US$ 383 milhões por dia globalmente. Tempestades, que são a causa mais prevalente de danos, resultaram nas maiores perdas econômicas no mundo.

Recomendações

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, apenas metade dos 193 países-membros têm sistemas de alerta precoce sobre eventos climáticos. A OMM confirma que muitas vidas têm sido salvas assim, mas pede mais cooperação internacional para “combater o problema do grande número de pessoas que ficam desalojadas, todos os anos, devido a enchentes, tempestades e secas”.

A OMM também quer mais investimentos em programas de gestão de risco de desastres e faz ainda uma série de recomendações. Uma delas é reforçar os sistemas de financiamento de riscos, especialmente para os países menos desenvolvidos e as pequenas ilhas em desenvolvimento. Outra indicação é para a criação de políticas integradas para desastres que ocorrem de forma lenta, como as secas.

Fonte: Organização Meteorológica Mundial

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