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Grupo é investigado por vender áreas de unidade de conservação em MT

Grupo é investigado por vender áreas de unidade de conservação em MTParque faz parte de um corredor de áreas protegidas. Foto: Reprodução

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O Ministério Público do Mato Grosso (MPMT) está  investigando um grupo de pessoas por aplicar golpes com falsas promessas de distribuição de áreas do Parque Igarapés do Juruena, uma unidade de conservação localizada em Cotriguaçu, a 955 km de Cuiabá.

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), a suposta associação induziu uma parcela da população a acreditar que existe uma área do Parque Igarapés do Juruena que seria dividida entre os associados. Os interessados estariam pagando mensalidade para receber terras.

A Sema-MT reiterou, em uma audiência pública realizada em Cotriguaçu, na quarta-feira, 18/5, que não há nenhuma parcela do Parque Igarapés do Juruena que será rateada, e que as promessas de regularização fundiária de invasões são falsas.

“Queremos esclarecer à população que esta área não deixará de ser de preservação. Além de todos esses prejuízos financeiros de quem pagou algum valor por essas áreas, há ainda a fiscalização ambiental. A ocupação ilegal dessas áreas tratará a responsabilização civil, administrativa e criminal para os envolvidos”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

Parque Igarapés do Juruena

O parque estadual é uma Unidade de Proteção Integral do Bioma Amazônia, de 227 mil hectares, localizada nos municípios de Colniza e Cotriguaçu. Foi constituída em 2002 e possui um plano de manejo em vigor.

Conforme a secretária Lazzaretti, o parque está entre as ações prioritárias de regularização fundiária. Ele faz parte de um corredor de áreas protegidas, localizada entre terras indígenas. Hoje a ação do Estado na área é voltada para a proteção da biodiversidade, e não para a ocupação humana.

Fonte: Governo do Mato Grosso