Resumo
- O 1º semestre de 2026 teve a menor área desmatada dos últimos 8 anos, com queda de 10% frente a 2025 e de 76% em relação a 2022.
- Mais de 80% das terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia mantiveram desmatamento zero no período.
- Mato Grosso registrou uma redução de 27% no desmatamento no acumulado dos últimos 11 meses (agosto/2025 a junho/2026).
- Apesar do avanço, Mato Grosso ainda é o 2º estado que mais desmatou no acumulado (509 km²), atrás apenas do Pará (684 km²).
- A Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em MT, ficou em 4º lugar entre as unidades de conservação mais afetadas no semestre (3,47 km²).
- A degradação do solo por queimadas e extração de madeira caiu 93% na região no período acumulado de 11 meses.
A Amazônia registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor área de floresta derrubada dos últimos oito anos, com mais de 80% das áreas protegidas do bioma mantendo índice zero de desmatamento. Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, a destruição recuou 10% em relação ao mesmo período de 2025 e expressivos 76% na comparação com o recorde de 2022.
“Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma a coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, Larissa Amorim.
Nesse cenário de recuperação, Mato Grosso alcançou uma redução de 27% na taxa de supressão vegetal entre agosto de 2025 e junho de 2026.
No entanto, mesmo com essa queda expressiva e com o recuo de 93% na degradação ambiental por queimadas na região, o estado ainda ocupa o segundo lugar no ranking de maior área desmatada acumulada, somando 509 km² de cobertura florestal perdida.
Apenas o Pará registrou um volume superior, com 684 km², enquanto o Amazonas figurou em terceiro lugar, com 378 km².
A pressão sobre territórios conservados em solo mato-grossense também foi evidenciada no levantamento do Imazon: a Reserva Extrativista (RESEX) Guariba-Roosevelt, situada em Mato Grosso, figurou na quarta posição entre as unidades de conservação mais afetadas de toda a Amazônia no primeiro semestre de 2026, contabilizando 3,47 km² de floresta derrubada.
Preservação e desafios na região
O desmatamento zero em mais de 80% dos territórios protegidos engloba 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação totalmente preservadas entre janeiro e junho deste ano. No total, as terras protegidas responderam por apenas 8% de toda a área desmatada no bioma no período.
“Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas”, completa a pesquisadora do mesmo programa, Manoela Athaide.
Fonte: Imazon

