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Julho deve ser o mês mais quente da história, aponta ONU

Julho deve ser o mês mais quente da história, aponta ONU

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Segundo informações do serviço de observação Copernicus, ligado ao programa espacial da União Europeia, as primeiras semanas deste mês apontam que julho será o mês mais quente já registrado na história. A temperatura média global temporariamente excedeu o limite de 1,5ºC acima do nível pré-industrial durante a primeira e terceira semana do mês.

Essa alta de temperatura está relacionada às ondas de calor que afetaram América do Norte, Ásia e Europa, juntamente com os incêndios florestais no Canadá e Grécia, que causaram severos impactos na saúde da população, meio ambiente e economia.

Um estudo da Universidade de Leipzig, na Alemanha, também aponta para a mesma conclusão, estimando que a temperatura média global deste mês ficará de 1,3ºC a 1,7ºC acima da média para julho.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reagiu aos dados divulgados, afirmando que o calor insuportável resultante do aumento das temperaturas é inaceitável e que os líderes devem tomar ações imediatas e dramáticas para enfrentar a crise climática. Ele destacou que a elevação média da temperatura global em 1,5ºC é possível, mas requer uma transição urgente e equitativa dos combustíveis fósseis para energias renováveis.

Por sua vez, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) ressaltou a urgência de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, considerando que o clima extremo enfrentado em julho é uma amostra do futuro que resultará das alterações climáticas.

A OMM estima alta probabilidade de que pelo menos um dos próximos cinco anos seja o mais quente já registrado na história e também alerta que as temperaturas globais podem ultrapassar 1,5ºC acima da média verificada entre 1850 e 1900.

O cenário de aquecimento global é atribuído não apenas ao fenômeno El Niño, mas também ao contínuo lançamento de gases-estufa na atmosfera. Especialistas enfatizam a necessidade urgente de ação climática global, particularmente por parte dos países do G20, que são responsáveis por grande parte das emissões globais.

A situação destaca a importância de uma transição rápida e abrangente para fontes de energia renováveis, a fim de mitigar os efeitos das mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável para o planeta.