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JBS vai investir R$ 10,2 mi em pecuária regenerativa na Amazônia

JBS vai investir R$ 10,2 mi em pecuária regenerativa na AmazôniaUm diferencial do CRA é um comitê de risco e impacto. Foto: ICV

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A JBS anunciou um aporte de R$ 10,2 milhões em um novo Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) voltado para o financiamento da pecuária regenerativa na Amazônia. A iniciativa faz parte do programa Juntos: Pessoas+Floresta+Amazônia e foi estruturada pela Rio Capim Agrossilvopastoril com o apoio da Vox Capital.

A operação total do CRA prevê a emissão de R$ 100 milhões, com a primeira tranche de R$ 50 milhões sendo lançada nesta semana e a segunda em 2025. O aporte da JBS inclui a aquisição da cota de maior risco, conhecida como “first-loss capital” e que será corrigida pelo IPCA. Essa cota é a parcela do capital com menor prioridade de retorno, o que, segundo a empresa, evidencia o seu comprometimento com a sustentabilidade. As demais tranches são de CDI + 2% e CDI + 5%.

Um diferencial deste CRA é a formação de um comitê de risco e impacto, composto pela Vox Capital, Rio Capim e um membro independente, que monitorará os resultados e informará os investidores.

“Queremos provar que práticas sustentáveis garantem alta produtividade. E o produtor precisa de recursos e assistência técnica para adotá-las. Acreditamos neste modelo de desenvolvimento socioambiental, por isso vamos entrar com a cota de maior risco para provar que ser sustentável é mais lucrativo”, disse o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni.

Em 2023, a JBS destinou R$ 10 milhões, via Fundo JBS pela Amazônia, para viabilizar a estruturação do Juntos. A previsão do Fundo JBS é investir até R$ 100 milhões nos próximos dez anos, alavancando mais de R$ 900 milhões entre recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), comerciais e doações, além de diversos instrumentos financeiros.

O programa visa atender 3.500 pequenos produtores na região da Amazônia Legal, oferecendo consultoria técnica para uso da terra, aumento da rentabilidade e combate ao desmatamento ilegal, com o monitoramento de 380 mil hectares e a ampliação em 2,7 vezes da produtividade. Os principais objetivos do Juntos são aumentar a renda do pequeno produtor, garantir a rastreabilidade desde o início da cadeia e zerar o desmatamento nestas propriedades.

Fonte: Estadão Conteúdo