HomeEcologia

Embrapa lança agenda de inovação e tecnologias para o agro

Embrapa lança agenda de inovação e tecnologias para o agroILPF é uma das sugestões para enfrentar o clima. Foto: João Carlos Castro/Famasul

Conheça as 30 ações para reduzir o uso de agrotóxicos até 2027
Tecnologias poupa-terra são trunfo do agro contra crise climática
Uso de bioinsumos gera economia de US$ 28 bi na soja

Resumo

  • A Embrapa lançou uma publicação para mostrar como a ciência aplicada reduz custos e aumenta a produtividade no campo.
  • O documento alerta para os riscos do aumento de temperatura e das secas, apontando a inovação como o caminho para evitar perdas de safra.
  • O texto traz tecnologias que geram economia, como a Zarc, que ndica as datas ideais de plantio por região para reduzir riscos financeiros; a substituição de adubos e defensivos químicos importados por bioinsumos, cortando despesas de produção na soja e em outras culturas; sistemas integrados como o ILPF, que recuperam solos degradados, melhoram o pasto e diversificam a renda da fazenda; e utilização de cultivares desenvolvidas para suportar calor forte e períodos de estiagem.

A Embrapa lançou nesta semana a Agenda Estratégica para a Agricultura do Brasil, um plano focado em mostrar como a pesquisa e a inovação protegem o bolso do produtor e preparam a fazenda para as mudanças do clima. A mensagem principal é que investir em ciência e em boas práticas no campo é a forma mais segura de manter a produtividade alta e reduzir os custos de produção.

O documento alerta para os impactos diretos do clima na lavoura, como o aumento das temperaturas e a falta de chuvas, que podem comprometer as colheitas em diversas regiões do país.

Além disso, destaca a importância de reduzir a dependência de adubos e insumos importados, garantindo que o mercado continue comprador e que a produção brasileira siga competitiva no cenário internacional.

Para enfrentar esses desafios, a Embrapa destaca tecnologias que já funcionam no dia a dia do campo e geram economia real. Confira:

  • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc): Indica as melhores épocas de plantio e cultivares para a sua região, reduzindo perdas e protegendo o investimento. Em 2025, o Zarc gerou um impacto econômico estimado em R$ 3,9 bilhões.
  • Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN): A aplicação de bactérias na soja substitui o adubo nitrogenado químico, cortando custos de produção. Presente em cerca de 40 milhões de hectares, gerou economia de US$ 25 bilhões em 2024.
  • Bioinsumos e controle biológico: O uso de inoculantes (como Bacillus spp.), biofertilizantes e bioinseticidas reduz a dependência de químicos e melhora a saúde do solo. Apenas o uso de inoculantes gerou R$ 987,4 milhões em economia em 2025.
  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Diversifica a renda da fazenda, recupera áreas degradadas e ajuda na retenção de água e carbono. No Cerrado do Planalto Central, a tecnologia gerou R$ 870,2 milhões em 2025.
  • Variedades Resistentes: Cultivares desenvolvidas por melhoramento genético que suportam melhor longos períodos de seca e altas temperaturas.
  • Recuperação de Pastagens (Plano ABC+): Práticas que elevam a capacidade de suporte do pasto e a produtividade por hectare, protegendo o rebanho contra intempéries do clima.