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Desmate na Amazônia cai 41% em agosto, menor índice em oito anos

Desmate na Amazônia cai 41% em agosto, menor índice em oito anosLevantamento também aponta redução no acumulado do ano. Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

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Por André Garcia

O desmatamento na Amazônia Legal caiu 41% em agosto de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 388 km² de floresta derrubada. Embora este seja o menor resultado registrado no período desde 2017, a perda ainda equivale a mais de 1,2 mil campos de futebol de vegetação por dia.

Os resultados foram divulgados pelo Imazon nesta segunda-feira, 29/9, e marcam o início do calendário de desmatamento de 2026, que se estende até julho do próximo ano. Para o pesquisador Carlos Souza Jr., a queda representa um avanço importante, mas não significa que o problema esteja controlado.

“Isso mostra que houve uma redução significativa em relação ao padrão recente, mas a perda cumulativa da floresta continua, o que exige ações de fiscalização recorrentes para evitar as derrubadas. Assim, o Brasil pode avançar na meta de desmatamento zero até 2030”, avalia.

Crédito: Imazon

Acumulado do ano

O levantamento do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD) também aponta que, entre janeiro e agosto de 2025, houve uma redução de 20% em relação ao mesmo período de 2024. Nos oito primeiros meses do ano, a Amazônia perdeu 2.014 km² de floresta — quase três vezes a área da cidade de Salvador, na Bahia.

Mesmo com a queda, os números ainda estão em patamar elevado, superando a média histórica. Os anos de 2021 e 2022 seguem como os piores da série, quando a devastação atingiu níveis recordes.

“A queda do desmatamento deve ser celebrada, mas não podemos esquecer que a perda da floresta ainda persiste. O desafio agora é transformar essa diminuição em uma tendência permanente, e não em uma oscilação momentânea”, destaca a pesquisadora do Imazon Manoela Athaíde.

 

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