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Afastado risco de falta de fertilizantes na próxima safra

Afastado risco de falta de fertilizantes na próxima safraMapa assinou acordo no Marrocos. Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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Resumo

  • O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, afastou o risco de falta de fertilizantes e de óleo diesel para a safra 2026/27.
  • O Brasil importa mais de 90% dos fertilizantes que consome, o que representa mais de 25% dos custos agrícolas.
  • Foi assinado um memorando com a OCP Nutricrops (no Marrocos) mirando 3,8 milhões de toneladas de fosfatados para cobrir grande parte do déficit.
  • O governo articulou prioridade para navios carregados com fertilizantes nos terminais portuários para evitar atrasos.
  • A retomada de unidades da Petrobras na Bahia, em Sergipe e no Paraná ajuda a abastecer o mercado de ureia.

 

O Brasil não corre risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27. A garantia foi dada nesta terça-feira, 22, pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, durante a abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Belo Horizonte (MG).

Apesar de o Brasil importar mais de 90% dos fertilizantes que consome — insumos que representam mais de 25% dos custos agrícolas —, o ministro afirmou que articulações recentes e a busca por fornecedores alternativos afastaram o problema.

“Eu posso inclusive anunciar que não teremos qualquer preocupação em relação a abastecimento”, afirmou. “Eu diria que o fantasma do desabastecimento, neste momento, está afastado.”

Na última semana, o Mapa assinou um memorando com a OCP Nutricrops, no Marrocos, mirando um volume de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados para 2026/27, o que cobre cerca de 76% do déficit projetado para o período (embora as compras dependam de negociações comerciais).

Outra medida, foi a atuação do governo junto ao Ministério de Portos e Aeroportos para dar prioridade a navios carregados com fertilizantes, evitando atrasos nos terminais.

A retomada das operações de unidades da Petrobras na Bahia, em Sergipe e no Paraná (Araucária Nitrogenados) já ajuda a abastecer o mercado, com potencial de atender a cerca de 20% da demanda de ureia no País, além da perspectiva futura para a UFN-III (MS).

O ministro também pontuou que não há risco concreto de desabastecimento de óleo diesel no momento, com monitoramento constante dos impactos de conflitos internacionais.