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Desmatamento na Amazônia cai 36%, mas ainda preocupa

Desmatamento na Amazônia cai 36%, mas ainda preocupaO desmatamento avança na região norte do Estado. Foto: Agência Brasil.

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Por André Garcia

Embora a comparação entre os quatro primeiros meses de 2022 e 2023 aponte para queda de 36 % no desmatamento da Amazônia, o período foi um dos piores para o bioma nos últimos 16 anos. De acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente  da Amazônia (Imazon), a destruição acumulada no quadrimestre chega a 1.203 km², valor inferior apenas aos registrados em 2021 e 2022.

Divulgados nesta quarta-feira, 17/5, os números também mostram que Mato Grosso segue como líder na derrubada do bioma, respondendo sozinho por 33% (400 km2) da área perdida. Amazonas e Pará ocupam o segundo e terceiro lugar no ranking, com 272 km² e 258 km² devastados respectivamente. Juntos, os três estados respondem por 77% da destruição da floresta no período.

Em Mato Grosso, o mês de fevereiro concentrou a maior taxa de devastação, com 157 km², enquanto abril teve o menor registro, com 72 km². O relatório também evidencia que o problema avança por diferentes pontos da região norte do Estado. O município que mais desmatou foi Peixoto de Azevedo (674 km de Cuiabá), com 15 km², número correspondente  a 21% do que foi perdido neste ano.

Crédito: Imazon

No maior produtor de grãos do país a destruição se estende também a áreas protegidas, como as unidades de conservação Resex Guariba-Roosevelt e Esec do Rio Roosevelt, além das Terras Indígenas (TIs) Sete de Setembro, Sararé e Kayabi.

Verão Amazônico

Considerando apenas o mês de abril, a queda no desmatamento chegou aos 72%, passando de 1.197 km² em 2022 para 336 km² em 2023. Diminuição que precisa seguir durante o chamado “verão amazônico”, época de seca na região, que inicia entre maio e junho, quando a derrubada costuma ser maior. É o que explica a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim.

“Essa redução é positiva, porém a área desmatada ainda foi a quarta maior desde 2008 para o mês. Isso indica que precisamos de ações emergenciais de fiscalização, identificação e punição aos desmatadores ilegais nos territórios mais pressionados, focando nas florestas públicas que ainda não possuem uso definido e nas áreas protegidas, principalmente com a chegada do verão amazônico”, conclui.

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