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Preços de fertilizantes sobem no País com crise entre Rússia e Ucrânia

Preços de fertilizantes sobem no País com crise entre Rússia e Ucrânia

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Conforme o Gigante  163 publicou nos últimos dias, o conflito entre Rússia e Ucrânia terá reflexos na economia brasileira, em geral, e no nosso agro, em particular. Um dos impactos mais esperados é em relação aos preços dos fertilizantes no mercado físico brasileiro e isso já começou a acontecer.
De acordo com dados da consultoria StoneX, um dos indicadores diários de preços reportava ureia a US$ 635 por tonelada CFR porto Brasil na quinta-feira, 24/2. O valor é US$ 65 por tonelada maior que o reportado na quarta, de US$ 570 por tonelada.
“Os índices mostram aumento, mas as cotações tendem a continuar subindo”, avalia o diretor de Fertilizantes da StoneX, Marcelo Mello.
Outro indicador semanal aponta para média da ureia de US$ 605 por tonelada nesta semana, alta de US$ 55 por tonelada ante a semana anterior.
“Este indicador mostra a média da semana, por isso revela um efeito menor sobre os preços já que os aumentos dos futuros ocorreram a partir de terça-feira. Certamente, estamos acima deste nível no momento”, disse Mello.
A alta das cotações no mercado físico acompanhou o aumento expressivo dos contratos futuros dos fertilizantes listados no CME Group, nos Estados Unidos. Os contratos derivativos de fósforo também subiram diante da escalada da crise.
Outro impacto observado no mercado brasileiro é a ausência de algumas misturadoras dos negócios. A retração deve-se às incertezas sobre quais patamares os preços dos adubos podem atingir antes de efetuar vendas para entrega futura, conforme Mello.
“Elas tendem primeiro conversar com os fornecedores no exterior até o início da próxima semana para tentar entender o impacto e normalizar a comercialização”, comentou.
A Rússia é um dos maiores players no mercado internacional de fertilizantes. É o segundo maior exportador mundial de nitrogenados e terceiro maior exportador global de fosfatados e potássicos, contribuindo com 16% dos adubos exportados no mundo. O país é o principal fornecedor de adubos ao Brasil, com cerca de 20% do volume internalizado anualmente.
O Ministério da Agricultura tem mantido contato desde a manhã de quinta-feira (24) com exportadores do produto e diplomatas brasileiros para avaliar o impacto do conflito sobre a balança comercial brasileira.
A pasta estaria discutindo aumentar a importação de países como Canadá e Irã, já que não tem atualmente estoque suficiente no país.
Fonte: Estadão Conteúdo e CNN