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Brasil e China traçam plano para diversificar balança comercial além da soja

Brasil e China traçam plano para diversificar balança comercial além da sojaGergelim da cultivar BRS Morena. Foto: Foto: Sérgio Cobel da Silva/Embrapa

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Representantes do Brasil e da China anunciaram avanços na pauta comercial do agronegócio, o que deve se refletir na ampliação e diversificação de negócios entre as partes a longo prazo. A informação, antecipada pelo Broadcast Agro, foi divulgada em nota conjunta dos Ministérios da Agricultura e de Relações Exteriores, na noite de segunda-feira, 23/05, por ocasião da 6ª Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Cooperação e Concertação (Cosban).

Quais produtos?

Segundo o comunicado conjunto, durante a reunião, as partes anunciaram a conclusão das negociações para o início de exportações brasileiras de milho e amendoim para a China, bem como planos de assinatura dos protocolos relativos às exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, polpa cítrica e soro fetal bovino na próxima reunião da Subcomissão de Inspeção e Quarentena, a se realizar em data a definir, no período de 21 a 24 de junho de 2022.

E a carne?

Foram retomadas, ainda, as exportações brasileiras de carne bovina à China, temporariamente interrompidas após a ocorrência de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (“mal da vaca louca”) no Brasil. Deu-se também continuidade ao processo de habilitação de estabelecimentos brasileiros exportadores de laticínios e produtos cárneos.

No entanto, nesta terça-feira, 24/05, o jornal Valor divulga que a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) suspendeu temporariamente as importações de carne bovina produzida em mais quatro frigoríficos brasileiros. As plantas são da JBS, em Senador Canedo (GO) e Lins (SP), e da Marfrig, em Várzea Grande (MT) e Promissão (SP). O GACC não explicou os motivos para a suspensão nem deixou claro se as compras serão retomadas automaticamente após o prazo dos embargos estabelecidos.

Variação de produtos

Foram firmados quatro protocolos, para exportação de farelo de algodão, carne bovina termoprocessada e melão do Brasil para a China, bem como de exportação de peras da China para o Brasil. Foram concluídas, ainda, visitas de inspeção para amparar exportações brasileiras de farelo de soja, proteína concentrada de soja, aves e ovos e soro sanguíneo bovino à China. Do lado das exportações chinesas, foram realizadas auditorias em estabelecimentos produtores de envoltórios naturais para exportação ao Brasil.

As partes acordaram, ainda, envidar esforços para finalizar, até o final de 2022, as negociações relativas às exportações brasileiras de gergelim, sorgo e uvas, bem como atribuir prioridade às negociações visando permitir as exportações brasileiras de farinhas de pescado, aves e suínos, assim como as exportações chinesas de maçãs para o Brasil.

O mato-grossense já leu por aqui que o município de Canarana é um excelente exemplo de produtividade do gergelim.

Além do agro?

As diretrizes que estão sendo elaboradas nos planos bilaterais com o país asiático devem favorecer a abertura das relações e investimentos em setores como agricultura, saúde e comunicações, além de infraestrutura, comércio, educação e sustentabilidade.

“Queremos agregar valor nas três commodities que mais exportamos para a China: soja e derivados, minério de ferro e petróleo”, disse o vice-presidente Hamilton Mourão. “E queremos abertura para novos produtos. Hoje, discutimos a questão do trigo que será produzido na Bahia, no Ceará e e em Roraima”, acrescentou.

Fonte: Estadão Conteúdo

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